Duas novidades

É verdade, logo duas. A primeira será provavelmente inesperada, mas a segunda há muito que seria expectável. A saber:

Doravante, os comentários no blogue estão abertos. Durante muitos anos, e após o Fórum Allaryia, foi algo que evitei conscientemente, porque não me achava com a disponibilidade mental para moderar, mas a verdade é que as ferramentas modernas de comentários (que incluem a possibilidade de permitir aos visitantes usarem a sua conta Facebook sem que eu esteja registado nesse malfadado serviço) em muito facilitam essa tarefa. Por isso, a partir desta entrada, será possível comentarem, caso assim o entendam. Não espero grande adesão, até porque a isso habituei os leitores e visitantes neste espaço, mas pelo menos existe agora a possibilidade de partilharem a vossa opinião.

Em segundo, venho por esta forma inaugurar a nova rubrica RCPalavras, a herdeira espiritual de “Save The Words”, uma entretanto cancelada iniciativa da Oxford University Press, que se destinava à adopção de palavras que estavam a cair em desuso. Não pretendo ir tão longe assim com isto, mas sim aproveitar o precedente que já tinha aberto numa entrada que escrevi para o blogue da Bran Morrighan. Enquanto escritor e conversador, sempre fui conhecido pela minha proclividade para um léxico abstruso, e achei que era meu dever pugnar pelas palavras esquecidas do nosso idioma, e que já era altura de haver algum proveito além da fama. E a palavra com que começaremos é

Emalar

Pôr em mala ou mochila.

Como já anteriormente expliquei, sou plenamente a favor de palavras que significam exactamente aquilo que se quer dizer, sem ter de fazer uso de uma frase inteira para definir um só vocábulo. “Emalar” é uma candidata ideal para o uso corrente, porque, embora caída em desuso, não soa arcaica, e dá para inferir automaticamente o seu significado. E todos nós acabaremos por, numa altura ou outra das nossas vidas, pôr algo numa mala ou mochila.

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