{"id":1374,"date":"2013-09-20T12:45:49","date_gmt":"2013-09-20T11:45:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.allaryia.com\/pearnon\/?p=1374"},"modified":"2016-02-03T22:53:37","modified_gmt":"2016-02-03T22:53:37","slug":"flash-renascer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.allaryia.com\/pearnon\/2013\/09\/20\/flash-renascer\/","title":{"rendered":"Flash: Renascer"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"flash\" src=\"http:\/\/static.publico.pt\/coleccoes\/dc_comics\/images\/coleccao\/capas\/capas_11.png\" width=\"176\" height=\"264\" \/><\/p>\n<p>J\u00e1 nas bancas, o volume que reconta a hist\u00f3ria de Barry Allen, o Flash original (embora n\u00e3o o primeiro), e que assinala o seu regresso ao Universo DC. A n\u00e3o perder, como espero vir a persuadir-vos com o editorial que se segue.<\/p>\n<style type=\"text\/css\"><!--\nP { margin-bottom: 0.08in; }\n--><\/style>\n<p align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Garamond,serif;\"><span style=\"font-size: large;\"><b>Um her\u00f3i para todas as Crises<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Garamond,serif;\"><span style=\"font-size: large;\">Filipe Faria<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Garamond,serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Ele pode n\u00e3o fazer parte da Trindade dos her\u00f3is da DC (Super-Homem, Batman e Mulher-Maravilha) e \u00e9 frequentemente relegado para segundo plano, quando comparado aos seus mais ilustres companheiros da Liga da Justi\u00e7a, por exemplo. Mas o Flash \u00e9 uma das mais importantes figuras da hist\u00f3ria dos <i>comics <\/i>de super-her\u00f3is, que devem a sua continuada exist\u00eancia em grande parte a esta personagem e ao seu legado \u00fanico.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Garamond,serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Criado em 1940 por <b>Gardner Fox <\/b>e <b>Harry Lampert<\/b>, o primeiro Flash foi Jay Garrick, um estudante universit\u00e1rio que, ao inalar vapores de \u00e1gua dura, ganhou o poder de super-velocidade. Alcunhado de \u00abCorredor Carmim\u00bb, este Flash foi uma personagem popular na d\u00e9cada de 40, com direito a dois t\u00edtulos (<i>Flash Comics<\/i> e <i>All-Flash Quarterly<\/i>) e ao estatuto de membro fundador da Sociedade da Justi\u00e7a da Am\u00e9rica, o primeiro grupo de super-her\u00f3is da hist\u00f3ria. Vivia-se ent\u00e3o o auge da chamada Idade do Ouro dos <i>comics<\/i>, quando estes se afirmaram como uma forma de arte e a sua publica\u00e7\u00e3o se tornou numa ind\u00fastria lucrativa. Este estado de gra\u00e7a duraria at\u00e9 ao final da 2\u00aa Guerra Mundial, \u00e0 qual se seguiu um decl\u00ednio acentuado da popularidade dos super-her\u00f3is, que viram o seu mercado ser tomado de assalto por hist\u00f3rias de horror, crime, romance e <i>westerns<\/i>. In\u00fameros t\u00edtulos, incluindo os do Flash, foram cancelados nos \u00faltimos anos da d\u00e9cada de 40, \u00e0 medida que os EUA entravam num per\u00edodo de introspec\u00e7\u00e3o p\u00f3s-guerra, no qual foi deixando de haver lugar para her\u00f3is patri\u00f3ticos, que se viram substitu\u00eddos por anti-her\u00f3is e figuras niilistas \u00e0 medida que uma na\u00e7\u00e3o sentia a imin\u00eancia da Guerra Fria. Houve sobreviventes, mas mesmo um portento como o Super-Homem <span style=\"font-family: Garamond,serif;\">\u2014<\/span> cujo <i>Action Comics <\/i>#1 dera in\u00edcio \u00e0 pr\u00f3pria Idade do Ouro <span style=\"font-family: Garamond,serif;\">\u2014<\/span> apenas se conseguiu destacar durante a primeira metade da d\u00e9cada de 50 gra\u00e7as \u00e0 publica\u00e7\u00e3o <i>Superman&#8217;s Pal Jimmy Olsen<\/i>, uma s\u00e9rie de grande e duradouro sucesso, na qual o Homem de A\u00e7o servia praticamente como ajudante do seu jovem amigo em hist\u00f3rias de interesse humano. O mundo dos super-her\u00f3is estava em crise, portanto.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Garamond,serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O primeiro sinal de mudan\u00e7a deu-se em 1954, quando, ap\u00f3s uma s\u00e9rie de controv\u00e9rsias derivadas da alegada correla\u00e7\u00e3o entre a delinqu\u00eancia juvenil e o conte\u00fado dos <i>comics<\/i> (sobretudo os populares t\u00edtulos de crime e horror), v\u00e1rias editoras decidiram implementar o <i>Comics Code Authority<\/i>. Uma vez regulado o conte\u00fado das suas publica\u00e7\u00f5es, as editoras come\u00e7aram timidamente a optar novamente pelas apostas sadias e seguras do passado: os super-her\u00f3is. Havia no entanto que modernizar o material antigo, e a primeira dessas experi\u00eancias foi, precisamente, o Flash, que surgiu \u00abreembalado\u00bb com uma nova identidade, origem e uniforme em <i>Showcase <\/i>#4 (1956) pela m\u00e3o de <b>Robert Kanigher<\/b> e <b>Carmine Infantino<\/b>. Este novo Flash era Barry Allen, um cientista forense cujo laborat\u00f3rio foi atingido por um rel\u00e2mpago durante uma tempestade, banhando-o com uma solu\u00e7\u00e3o de produtos qu\u00edmicos sobrecarregados que alterou a sua estrutura molecular permanentemente e fez do incauto cientista o novo Corredor Carmim. Ap\u00f3s ler um velho <i>comic <\/i>do \u00abvelho\u00bb Flash dos anos 40(!), Barry Allen decide assumir a identidade desse her\u00f3i e criar um uniforme para usar os seus poderes ao servi\u00e7o da humanidade. A estreia deste novo Flash n\u00e3o criou grandes ondas, mas justificou uma segunda aventura em <i>Showcase <\/i>#8 no ano seguinte, no qual se registou um aumento nas vendas. Aberto este precedente, e embora o que mais vendia continuasse a ser humor, romance e <i>western<\/i>, o Flash abriu as portas para as estreias de mais her\u00f3is e nesse mesmo ano teve direito a duas outras aventuras nos #13-14 de <i>Showcase<\/i>. O crescente sucesso levou a DC Comics a devolver o Flash ao seu t\u00edtulo ep\u00f3nimo, que continuou com a antiga numera\u00e7\u00e3o e recome\u00e7ou no n\u00famero #105 (1959). Seguiram-se os regressos de Aquaman, Lanterna Verde e Arqueiro Verde, todos com novas origens e conceitos renovados, bem como uma moderniza\u00e7\u00e3o da Mulher-Maravilha e a cria\u00e7\u00e3o da primeira super-hero\u00edna em dez anos: a Supermo\u00e7a. Esta torrente de renova\u00e7\u00e3o criativa culminou em 1960 com a forma\u00e7\u00e3o da sucessora da Sociedade da Justi\u00e7a da Am\u00e9rica: a Liga da Justi\u00e7a da Am\u00e9rica, que foi o t\u00edtulo de maior sucesso da DC em 1961 e se tornou no ponto de refer\u00eancia para todo e qualquer grupo de super-her\u00f3is. A Idade da Prata dos <i>comics <\/i>come\u00e7ara, os super-her\u00f3is enquanto conceito estavam vivos e de boa sa\u00fade, outras editoras seguiram os passos da DC e o Flash resolvera a primeira de quatro crises.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Garamond,serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Barry Allen viveu incont\u00e1veis aventuras, frequentemente acompanhado pelo jovem companheiro Kid Flash, e conseguiu basear mais de vinte anos de hist\u00f3rias \u00e0 volta do aparentemente simplista conceito da velocidade que caracterizava o estilo de arte distinto usado por Carmine Infantino, cuja abordagem art\u00edstica dava a impress\u00e3o de movimento ao Flash nos quadradinhos. Mas n\u00e3o s\u00f3: o Flash tem tamb\u00e9m aquela que \u00e9 possivelmente a mais imaginativa galeria de vil\u00f5es de qualquer her\u00f3i da DC, com algozes como o Flautista, o Meteoromante, o Mestre dos Espelhos, o Gorila Grodd, o Flash Reverso e, certa vez, a pr\u00f3pria Morte. Este n\u00edvel de amea\u00e7as e o alto conceito cient\u00edfico do teor das suas aventuras <span style=\"font-family: Garamond,serif;\">\u2014<\/span> que frequentemente acarretavam viagens no tempo e o quebrar das barreiras que separam dimens\u00f5es paralelas <span style=\"font-family: Garamond,serif;\">\u2014<\/span> obrigavam Barry Allen a ser criativo com os seus poderes de velocista, e alguns n\u00fameros do Flash eram aut\u00eanticas li\u00e7\u00f5es de f\u00edsica (com precis\u00e3o cient\u00edfica vari\u00e1vel, bem entendido). Foram esses os poderes que salvaram o Universo DC nas crises subsequentes, a come\u00e7ar pela <i>Crise <\/i><i>n<\/i><i>as Terras Infinitas<\/i>, que deixou uma marca indel\u00e9vel no mundo dos <i>comics<\/i>. O papel do Corredor Carmim nesse \u00e9pico foi fundamental, quando ultrapassou os limites da velocidade e sacrificou a pr\u00f3pria vida para destruir o engenho apocal\u00edptico que se preparava para obliterar o que restava de um j\u00e1 devassado multiverso. T\u00e3o depressa correu, que voltou atr\u00e1s no tempo e se tornou no pr\u00f3prio rel\u00e2mpago que lhe daria os seus poderes, numa recria\u00e7\u00e3o do s\u00edmbolo de Ouroboros, a representa\u00e7\u00e3o da eternidade da serpente que morde a pr\u00f3pria cauda. Este fim amb\u00edguo serviria de pretexto para o ocasional vislumbre de Barry Allen em futuras aventuras, mas ap\u00f3s o fim desta segunda crise, o manto do Flash seria definitivamente assumido pelo seu parceiro Wally West, que at\u00e9 ent\u00e3o fora o Kid Flash, e que continuou o legado do Corredor Carmim durante mais de vinte anos.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Garamond,serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Muito aconteceu a Wally West durante esse per\u00edodo: duvidou durante anos estar \u00e0 altura do seu mentor, mas finalmente fez por merecer o t\u00edtulo de Flash; conheceu Bart Allen, o neto de Barry Allen, que veio do futuro e se tornou no jovem her\u00f3i Impulso; casou e formou fam\u00edlia; e descobriu a For\u00e7a Aceleratriz, um conceito que viria a mudar para sempre a mitologia do Homem Mais R\u00e1pido do Mundo. Tratava-se de uma fonte de energia extra-dimensional, \u00e0 qual os velocistas do Universo DC podiam aceder, cada um \u00e0 sua maneira (tal como evidenciado pelos acidentes e experi\u00eancias diferentes que deram a cada um dos Flashes os seus poderes) e uma esp\u00e9cie de vida ap\u00f3s a morte para eles. Este \u00faltimo aspecto viria mais tarde a revelar-se essencial, pois a alma de Barry Allen fora parar precisamente \u00e0 For\u00e7a Aceleratriz, da qual emergiu num momento crucial durante a <i>Crise Infinita <\/i>(2006) para ajudar o seu antigo parceiro e o seu neto (que por essa altura j\u00e1 assumira a identidade de Kid Flash, em sinal de respeito para com o legado da sua fam\u00edlia). Wally West desapareceu durante algum tempo ap\u00f3s esse confronto, e o manto do Flash passou ent\u00e3o temporariamente para Bart Allen, que se tornou no quarto Corredor Carmim. A terceira Crise fora solucionada&#8230;<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Garamond,serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8230;mas ainda faltava a <i>Crise Final <\/i>(2009), em que o derradeiro Mal regressava ao Universo DC e no qual, uma vez mais, Barry Allen viria a ser chamado a agir para evitar o fim da pr\u00f3pria Cria\u00e7\u00e3o. Misteriosamente trazido de volta ao mundo dos vivos em forma corp\u00f3rea, a sua interven\u00e7\u00e3o \u00e9 novamente providencial na derrota do Mal, ao correr atrav\u00e9s do espa\u00e7o e do tempo com a Morte a morder-lhe os calcanhares. Ap\u00f3s uma aus\u00eancia de duas d\u00e9cadas, Barry Allen regressava assim definitivamente ao mundo dos vivos, e as for\u00e7as que o trouxeram de volta s\u00e3o explanadas neste <i>Flash: Renascer<\/i>, no qual o her\u00f3i retornado questiona e tenta encontrar o seu lugar num mundo que muito lhe deve, mas que parece ter seguido em frente sem ele. N\u00e3o s\u00f3 isso, pois a For\u00e7a Aceleratriz parece ainda guardar alguns segredos surpreendentes, e o regresso de Barry Allen pode bem vir a significar um perigo mortal para todos os velocistas&#8230;<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Garamond,serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Seja como for, uma coisa \u00e9 certa: Salvar o dia cabe frequentemente a her\u00f3is como o Super-Homem. Mas \u00e9 ao Flash que o Universo DC deve o facto de ter sequer havido um dia para salvar ao longo de tantas crises, reais e fict\u00edcias. E esse \u00e9 um legado que n\u00e3o pode ser ignorado.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 nas bancas, o volume que reconta a hist\u00f3ria de Barry Allen, o Flash original (embora n\u00e3o o primeiro), e que assinala o seu regresso ao Universo DC. A n\u00e3o perder, como espero vir a persuadir-vos com o editorial que se segue. 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