{"id":1392,"date":"2013-11-01T00:00:44","date_gmt":"2013-11-01T00:00:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.allaryia.com\/pearnon\/?p=1392"},"modified":"2016-02-03T22:53:37","modified_gmt":"2016-02-03T22:53:37","slug":"lanterna-verde-origem-secreta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.allaryia.com\/pearnon\/2013\/11\/01\/lanterna-verde-origem-secreta\/","title":{"rendered":"Lanterna Verde: Origem Secreta"},"content":{"rendered":"<p>J\u00e1 nas bancas, a origem do Lanterna Verde, um her\u00f3i cuja dualidade &#8220;fanfarr\u00e3o com a arma mais poderosa do universo&#8221;\/&#8221;pobre diabo maltratado pela vida&#8221; sempre me fascinou. A n\u00e3o perder.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"gl\" src=\"http:\/\/static.publico.pt\/coleccoes\/dc_comics\/images\/coleccao\/capas\/capas_17.png\" width=\"176\" height=\"264\" \/><\/p>\n<style type=\"text\/css\"><!--\nP { margin-bottom: 0.08in; }\n--><\/style>\n<p align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Garamond,serif;\"><span style=\"font-size: large;\"><b><br \/>\nDa noite mais densa ao dia mais claro<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Garamond,serif;\"><b>Filipe Faria<\/b><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Garamond,serif;\">Para muitos, o Lanterna Verde \u00e9 um daqueles her\u00f3is que se conhece, mas acerca do qual pouco se sabe, apesar de ele ser um dos \u00abSete Grandes\u00bb da afamada Liga da Justi\u00e7a. Para isso, muito contribuiu o atribulado hist\u00f3rico de publica\u00e7\u00e3o da personagem, que apenas na \u00faltima d\u00e9cada conseguiu cimentar o seu estatuto como uma das estrelas maiores do pante\u00e3o da DC. Seja como for, e independentemente do seu sucesso comercial ou capacidade de manter um peri\u00f3dico, o Lanterna Verde foi frequentemente uma esp\u00e9cie de \u00abfarol\u00bb para o Universo DC, sinalizando o rumo durante algumas das \u00e9pocas mais marcantes da hist\u00f3ria da editora.<\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Garamond,serif;\">Criado por <b>Bill Finger<\/b> e <b>Martin Nodell<\/b> na Idade do Ouro dos <i>comics<\/i>, a primeira encarna\u00e7\u00e3o do Lanterna Verde dava pelo nome de Alan Scott, um engenheiro ferrovi\u00e1rio cuja vida mudaria para sempre em <i>All-American Comics<\/i> #16 (1940). Indumentado com um fato particularmente chamativo, munido de um anel m\u00e1gico e uma lanterna verde provenientes de um meteorito que ca\u00edra na antiga China (e que lhe ca\u00edram nas m\u00e3os para que pudesse punir os respons\u00e1veis por um mort\u00edfero acidente ferrovi\u00e1rio), Alan Scott reunia assim os ingredientes para uma personagem que incorporava v\u00e1rios dos elementos <i>pulp <\/i>que capturavam o esp\u00edrito da \u00e9poca. Aquando da sua estreia, o Lanterna Verde era um dos mais poderosos her\u00f3is do mundo, capaz de efectuar aut\u00eanticos milagres com o poder aparentemente ilimitado do seu anel, que tinha contudo um ponto fraco: era incapaz de afectar madeira ou mat\u00e9ria vegetal. Este aparentemente arbitr\u00e1rio calcanhar de Aquiles era um constante entrave e empecilho nas aventuras de Alan Scott, que invariavelmente se via atingido por paus e enfrentava algozes compostos de mat\u00e9ria vegetal ou capazes de controlar plantas. Outro ponto fraco era a carga limitada do anel m\u00edstico, que tinha de ser recarregado a cada 24 horas pela lanterna verde que dava o nome \u00e0 personagem, num ritual pontuado por um simples juramento solene, que foi evoluindo ao longo dos anos e que viria a tornar-se numa pe\u00e7a fundamental do legado e posterior mitologia da figura. Alan Scott foi uma personagem popular nos anos 40, aventurando-se sozinho no seu pr\u00f3prio t\u00edtulo e em <i>All-Star Comics <\/i>com a Sociedade da Justi\u00e7a da Am\u00e9rica, da qual foi membro e l\u00edder. Por\u00e9m, tal como referido num anterior editorial, os super-her\u00f3is tiveram vida complicada ap\u00f3s o final da 2\u00aa Guerra Mundial, e a carreira do primeiro Lanterna Verde decaiu de forma acentuada no final da d\u00e9cada. O peri\u00f3dico <i>Green Lantern<\/i> foi cancelado em 1949 e foi precisa uma espera de 10 anos at\u00e9 a luz do Lanterna Verde tornar a luzir, como que sinalizando a alvorada da Idade da Prata dos <i>comics<\/i>.<\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Garamond,serif;\">Em 1959, e perante as claras evid\u00eancias de que os leitores davam mostras de um renovado interesse por super-her\u00f3is, o lend\u00e1rio editor <b>Julius Schwartz<\/b> quis repetir o mesmo tratamento que fora dado a uma outra personagem dos anos 40, o Flash, e alistou <b>John Broome <\/b>e <b>Gil Kane<\/b> para recriarem o Lanterna Verde. Uma vez que o volume em m\u00e3o trata precisamente da origem de Hal Jordan, o piloto de prova que se tornaria no segundo Lanterna Verde, este editorial n\u00e3o se alongar\u00e1 muito acerca da g\u00e9nese da personagem, mas sim das diferen\u00e7as que a distinguem do seu predecessor e de como estas pautaram a evolu\u00e7\u00e3o de uma parte consider\u00e1vel do Universo DC. O anel e a bateria mantiveram-se, mas a natureza de ambos era agora cient\u00edfica e n\u00e3o m\u00edstica, e ambos os artefactos eram obra de uma ra\u00e7a de potestades benignas que dedicavam as suas vidas \u00e0 protec\u00e7\u00e3o do universo e se auto-intitulavam de Guardi\u00f5es. Desta forma, o Lanterna Verde deixou de ser um her\u00f3i baseado na Terra e a jurisdi\u00e7\u00e3o dele estendeu-se a todo um sector espacial, o que deu uma nova esfera de ac\u00e7\u00e3o \u00e0s suas aventuras, cuja dimens\u00e3o se expandiu mais ainda com a inclus\u00e3o de um important\u00edssimo novo elemento: o Corpo dos Lanternas Verdes. Esta for\u00e7a policial intergal\u00e1ctica composta de milhares de Lanternas de todos os cantos do universo rapidamente se tornou num dos principais esteios da DC, e viria a servir de base para algumas das mais marcantes sagas das d\u00e9cadas seguintes. Outro aspecto que se manteve foi o aparentemente arbitr\u00e1rio ponto fraco do anel, sendo que a madeira se viu substitu\u00edda pela cor amarela, contra a qual a energia da bateria nada podia. Desta feita, o calcanhar de Aquiles foi explicado como uma \u00abimpureza necess\u00e1ria\u00bb na bateria, e escusado ser\u00e1 dizer que n\u00e3o houve falta de inimigos e amea\u00e7as com guarda-roupa ou tez em tons amarelados.<\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Garamond,serif;\">Este novo Lanterna Verde foi um sucesso, e Hal Jordan rapidamente ganhou a sua pr\u00f3pria casa com o relan\u00e7amento de <i>Green Lantern <\/i>em 1960, um t\u00edtulo que, apesar do cariz c\u00f3smico das suas aventuras, pautou pela diferen\u00e7a de forma curiosamente mundana, nomeadamente a inclus\u00e3o de personagens de minorias que n\u00e3o eram representadas como estere\u00f3tipos, um aspecto no qual as hist\u00f3rias do Lanterna Verde foram pioneiras. A ind\u00fastria dos <i>comics<\/i> espelhava assim as mudan\u00e7as que se come\u00e7avam a fazer sentir na consci\u00eancia social americana do final da d\u00e9cada de 60, sobretudo o movimento de contracultura que ent\u00e3o predominava e que se reflectiu de forma not\u00f3ria no Lanterna Verde em particular. Tal como o leitor p\u00f4de constatar em <i>Lanterna Verde e Arqueiro Verde: Inoc\u00eancia Perdida <\/i>(outro volume da presente colec\u00e7\u00e3o a n\u00e3o perder), Hal Jordan deu corpo \u00e0 desautoriza\u00e7\u00e3o das normas vigentes da sua \u00e9poca e sofreu uma profunda crise de identidade, que culminou com o cancelamento do seu t\u00edtulo em 1972, e a sua viagem de auto-(re)descoberta teve de continuar na forma de hist\u00f3rias complementares nas p\u00e1ginas de <i>The <\/i><i>Flash <\/i>durante quatro anos. <i>Green Lantern<\/i> s\u00f3 regressou \u00e0s bancas em 1976, e continuou a espelhar os danos que a guerra do Vietname e o esc\u00e2ndalo de Watergate haviam infligido \u00e0 auto-confian\u00e7a e f\u00e9 dos norte-americanos na sua presid\u00eancia. Hal Jordan punha cada vez mais em causa o discernimento dos Guardi\u00f5es e a situa\u00e7\u00e3o chegou a um ponto cr\u00edtico na d\u00e9cada de 80, quando Jordan se viu for\u00e7ado a escolher entre o dever e o amor, e acabou por abandonar o Corpo dos Lanternas Verdes. N\u00e3o foi sen\u00e3o ap\u00f3s a <i>Crise nas Terras Infinitas <\/i>(um evento espoletado pelas ac\u00e7\u00f5es de um membro renegado da ra\u00e7a dos Guardi\u00f5es, note-se) que Hal Jordan regressou ao Corpo, mas o seu t\u00edtulo foi novamente cancelado em 1986. O que nem por isso diminuiu o impacto da mitologia do Lanterna Verde no resto do Universo DC, tal como o atesta a mini-s\u00e9rie <i>Millennium <\/i>(1988), na qual se revela a terr\u00edvel trama milenar dos Ca\u00e7adores, os predecessores do Corpo. Enquanto isso, as aventuras do Lanterna Verde prosseguiram no t\u00edtulo de antologia <i>Action Comics Weekly<\/i>, at\u00e9 <i>Green Lantern<\/i> ser novamente relan\u00e7ado em 1990.<\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Garamond,serif;\">O pior e o melhor estavam ainda por vir, no entanto. Al\u00e9m de ser dos poucos her\u00f3is de alto gabarito a envelhecerem visivelmente nas p\u00e1ginas do seu pr\u00f3prio t\u00edtulo, qual <i>baby boomer<\/i> confrontado com a sua mortalidade e com as escolhas da sua vida, Hal Jordan tornou-se subsequentemente no cordeiro sacrificial da DC em nome da mudan\u00e7a, a palavra de ordem da d\u00e9cada de 90. Numa altura em que o mundo assistia a um tremendo realinhamento do poder econ\u00f3mico e pol\u00edtico, \u00e0 prolifera\u00e7\u00e3o dos novos m\u00e9dia e a um crescente cepticismo para com a ordem social estabelecida, v\u00e1rios super-her\u00f3is tombaram ou foram substitu\u00eddos, e o Lanterna Verde foi quem sofreu a mais duradoura perda. A sua cidade-natal foi nivelada e Hal Jordan, tomado pelo pesar, tentou reconstrui-la com o poder do seu anel, que lhe foi ent\u00e3o negado pelos Guardi\u00f5es. Em resultado de t\u00e3o grande perda e daquilo que viu como frieza e ingratid\u00e3o dos seus mestres, Jordan enlouqueceu, destruiu o Corpo dos Lanternas Verdes e tornou-se no vil\u00e3o Parallax, que mais tarde foi morto ao tentar reescrever a hist\u00f3ria em <i>Zero Hour<\/i> (1994). Hal Jordan apenas regressou em definitivo uns dez anos mais tarde em <i>Green Lantern: Rebirth <\/i>(2004), uma s\u00e9rie limitada que redimiu e ressuscitou a personagem, dando in\u00edcio a uma aut\u00eantica vaga revivalista na DC Comics nos anos 00, nos quais, espelhando de certa forma o saudosismo que se fazia sentir na cultura popular, o panorama da DC viu o regresso de uma s\u00e9rie de velhas personagens e conceitos. Foi esse o princ\u00edpio do apogeu do Lanterna Verde, que \u00e0s m\u00e3os de <b>Geoff Johns<\/b> viu redefinidos e modernizados in\u00fameros aspectos da sua mitologia e se tornou no portador da tocha para o rumo narrativo do Universo DC na d\u00e9cada seguinte, conduzindo-o atrav\u00e9s de v\u00e1rias sagas de enorme sucesso como <i>Sinestro Corps War <\/i>(2007)<i>, Blackest Night<\/i> (2009) ou<i> Brightest Day <\/i>(2010).<\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Garamond,serif;\">Assim, ao fim de mais de 50 anos de exist\u00eancia (70, se contarmos com Alan Scott), o Lanterna Verde \u00e9 hoje uma das s\u00e9ries mais bem-sucedidas da ind\u00fastria, tendo dado origem a uma aut\u00eantica \u00abfam\u00edlia\u00bb de t\u00edtulos, algo que apenas est\u00e1 ao alcance dos nomes maiores dos <i>comics<\/i> <span style=\"font-family: Garamond,serif;\">\u2014<\/span> um estatuto que n\u00e3o mais pode ser negado a esta atormentada e fascinante personagem, cuja origem \u00e9 recontada neste <i>Lanterna Verde: Origem Secreta<\/i> para novas e velhas gera\u00e7\u00f5es de leitores em igual medida.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 nas bancas, a origem do Lanterna Verde, um her\u00f3i cuja dualidade &#8220;fanfarr\u00e3o com a arma mais poderosa do universo&#8221;\/&#8221;pobre diabo maltratado pela vida&#8221; sempre me fascinou. 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