{"id":1399,"date":"2013-11-15T00:11:14","date_gmt":"2013-11-15T00:11:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.allaryia.com\/pearnon\/?p=1399"},"modified":"2016-02-03T22:53:37","modified_gmt":"2016-02-03T22:53:37","slug":"super-homem-legiao-dos-super-herois","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.allaryia.com\/pearnon\/2013\/11\/15\/super-homem-legiao-dos-super-herois\/","title":{"rendered":"Super-Homem: Legi\u00e3o dos Super-Her\u00f3is"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: helvetica;\">J\u00e1 nas bancas, uma das melhores hist\u00f3rias do Super-Homem dos \u00faltimos anos, que serve sobretudo para modernizar um grupo que sempre esteve associado \u00e0 mitologia do Homem de A\u00e7o: a Legi\u00e3o dos Super-Her\u00f3is. A n\u00e3o perder.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"legiao\" src=\"http:\/\/static.publico.pt\/coleccoes\/dc_comics\/images\/coleccao\/capas\/capas_19.png\" width=\"176\" height=\"264\" \/><\/p>\n<style type=\"text\/css\"><!--\nP { margin-bottom: 0.08in; }\n--><\/style>\n<p align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Garamond,serif;\"><span style=\"font-size: large;\"><b><br \/>\n<span style=\"font-size: x-large;\">O Legado do Futuro<\/span><\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Garamond,serif; font-size: large;\"><b>Filipe Faria<\/b><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Garamond,serif;\"><br \/>\n<span style=\"font-size: large; font-family: book antiqua,palatino;\">A chamada Era da Prata dos <i>comics <\/i>foi um per\u00edodo no qual se criaram e estabeleceram alguns dos mais marcantes e duradouros aspectos da mitologia de muitos super-her\u00f3is. Foi uma \u00e9poca de criatividade desenfreada, em que viagens no tempo eram feitas de \u00e2nimo leve, breves paragens intergal\u00e1cticas se resolviam em poucas p\u00e1ginas, e segredos obscuros e comprometedores do passado atormentavam as personagens num \u00fanico n\u00famero, para nunca mais serem mencionados. Em semelhante conjuntura, a premissa de o Super-Homem ser visitado durante a sua juventude por tr\u00eas viajantes do tempo n\u00e3o causou estranheza a ningu\u00e9m&#8230; nem mesmo quando esses tr\u00eas se revelaram como membros de uma tal de Legi\u00e3o dos Super-Her\u00f3is \u2014 um \u00abclube\u00bb de super-her\u00f3is do futuro, cuja forma\u00e7\u00e3o fora inspirada pela lenda do Super-Homem \u2014 e que tinham decidido viajar para o passado com o intuito de o recrutarem. Essa singela hist\u00f3ria teve lugar em <i>Adventure Comics<\/i> #247 (1958)<i>,<\/i> uma publica\u00e7\u00e3o que relatava as aventuras de Superboy \u2014 como o Super-Homem foi conhecido durante a adolesc\u00eancia nessa era \u2014 e podia ter acabado a\u00ed, tal como tantas outras aventuras inconsequentes da \u00e9poca. S\u00f3 que esses tr\u00eas jovens do futuro e o potencial das hist\u00f3rias que eles tinham para contar intrigaram os leitores, que manifestaram interesse em ler mais sobre eles. <b>Mort Weisinger<\/b> e <b>Otto Binder<\/b>, os respons\u00e1veis pela cria\u00e7\u00e3o do conceito, fizeram a vontade ao p\u00fablico e a Legi\u00e3o dos Super-Her\u00f3is foi o foco de v\u00e1rias outras aventuras nos anos seguintes, alternando entre os peri\u00f3dicos <i>Adventure Comics<\/i>, <i>Action Comics <\/i>e <i>Superboy<\/i>.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: book antiqua,palatino; font-size: large;\">Tal como mais tarde se veio a saber, tudo come\u00e7ou no futuro, em pleno s\u00e9culo 30, quando tr\u00eas adolescentes com superpoderes salvam acidentalmente R.J. Brande, o homem mais rico do universo. Grato e impressionado pelo potencial dos jovens, Brande encoraja-os a seguirem as passadas do lend\u00e1rio Superboy e, para que eles melhor pudessem usar os seus poderes ao servi\u00e7o do Bem, financia a cria\u00e7\u00e3o de um grupo oficialmente ratificado pelo governo: a Legi\u00e3o dos Super-Her\u00f3is. Intitulando-se agora de C\u00f3smico, Rel\u00e2mpago e Sat\u00farnia, os tr\u00eas membros fundadores n\u00e3o tardaram a receber candidaturas de todos os cantos do universo, fazendo jus ao nome de \u00ablegi\u00e3o\u00bb num longo processo de recruta que culminou com uma viagem ao passado, na qual alistaram o pr\u00f3prio Superboy, que a partir de ent\u00e3o se tornou numa personagem recorrente das aventuras do grupo. Dessa forma, os Legion\u00e1rios cimentaram a sua liga\u00e7\u00e3o \u00e0 mitologia do Super-Homem \u00e0 medida que iam conquistando o seu pr\u00f3prio espa\u00e7o no Universo DC, no qual, embora n\u00e3o tivessem sequer um t\u00edtulo a que pudessem chamar seu, come\u00e7aram a adquirir uma identidade muito pr\u00f3pria, que atra\u00eda cada vez mais f\u00e3s leais.<\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-size: large; font-family: book antiqua,palatino;\">F\u00e3s esses que participavam activamente no processo criativo, influenciando a lideran\u00e7a rotativa do grupo ao votarem durante as peri\u00f3dicas elei\u00e7\u00f5es da Legi\u00e3o, sugerindo novas personagens e escolhendo fatos novos para os membros, o que fazia deles um subconjunto \u00fanico e invulgarmente pr\u00f3-activo da <i>fandom<\/i> da DC. A come\u00e7ar por um tal de <b>Jim Shooter<\/b>, um dos nomes grandes da ind\u00fastria, que aos 13 anos de idade escreveu e desenhou umas hist\u00f3rias da Legi\u00e3o e as enviou ao editor Mort Weisinger. Algumas dessas hist\u00f3rias foram redesenhadas por artistas profissionais e subsequentemente publicadas, naquele que foi um contributo not\u00e1vel e duradouro para a mitologia da franquia. Outros f\u00e3s de renome foram Mike Flynn e Harry Broertjes, que, durante uma fase complicada dos Legion\u00e1rios no in\u00edcio dos anos 70, fundaram um f\u00e3-clube e fanzine extremamente populares, que revitalizaram o interesse dos leitores na Legi\u00e3o dos Super-Her\u00f3is e que tiveram o seu peso na decis\u00e3o da DC em finalmente dar \u00e0 equipa o seu pr\u00f3prio t\u00edtulo: <i>Superboy starring the Legion of Super-Heroes <\/i>(1973), mais tarde <i>Superboy and the Legion of Super-Heroes<\/i> (1976), at\u00e9 se assumir definitivamente como <i>Legion of Super-Heroes <\/i>em 1980. Em reconhecimento do seu empenho, Flynn e Broertjes tiveram direito a uma homenagem muito especial numa aventura dos Legion\u00e1rios, na qual estes s\u00e3o auxiliados por um f\u00e3 que dava pelo nome de <i>Flynt Brojj<\/i>. A resposta do p\u00fablico foi positiva e, no final dos anos 70, a Legi\u00e3o era o t\u00edtulo da DC que mais correio de leitores recebia, e na d\u00e9cada de 80 foi um dos t\u00edtulos mais aclamados pela cr\u00edtica e com maior sucesso comercial.<\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: book antiqua,palatino; font-size: large;\">N\u00e3o \u00e9 muito dif\u00edcil perceber qual a atrac\u00e7\u00e3o por detr\u00e1s destes jovens com superpoderes do s\u00e9culo 30, a come\u00e7ar pela mensagem implicitamente positiva que a sua mera exist\u00eancia incorpora: o futuro \u00e9 risonho. E fascinante, com carros voadores, refei\u00e7\u00f5es sintetizadas, cinemas sensoriais, discotecas antigravitacionais e planetas inteiros convertidos em parques de divers\u00e3o. Tinha tanto de \u00f3pera espacial como de telenovela, com gente jovem, bonita e em trajes justos a viver aventuras fant\u00e1sticas intercaladas com f\u00e9rias e romance, conseguindo manter rela\u00e7\u00f5es saud\u00e1veis com os pais mas sem deixar que o controlo parental influenciasse as suas vidas. Em suma, um grito do Ipiranga vic\u00e1rio para todo e qualquer adolescente. Mas essa era apenas uma das facetas que tornaram a Legi\u00e3o t\u00e3o apelativa para os leitores, sendo a outra a sofistica\u00e7\u00e3o das pr\u00f3prias hist\u00f3rias \u00e0 frente do seu tempo, que abordaram tem\u00e1ticas controversas como o racismo e a sexualidade. Al\u00e9m disso, uma vez que ocupavam o seu pr\u00f3prio canto no Universo DC, n\u00e3o havia qualquer problema em as personagens envelhecerem, casarem, terem filhos&#8230; ou mesmo morrerem, como aconteceu a v\u00e1rios infelizes membros, alguns sem direito a subsequente ressurrei\u00e7\u00e3o. Tudo isso fazia da Legi\u00e3o um t\u00edtulo muito idiossincr\u00e1tico, juntamente com o seu vast\u00edssimo elenco principal e secund\u00e1rio \u2014 no qual se inclu\u00eda a Legi\u00e3o dos Her\u00f3is Substitutos, a Academia da Legi\u00e3o e a Reserva da Legi\u00e3o \u2014 e, acima de tudo, a sua memor\u00e1vel galeria de vil\u00f5es: o Quinteto Fatal, o Senhor do Tempo, Mordru o <i>Implac\u00e1vel<\/i>, Universo, a Legi\u00e3o dos Supervil\u00f5es e muitos mais.<\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: book antiqua,palatino; font-size: large;\">No entanto, a n\u00edvel conceptual havia algo de problem\u00e1tico com a Legi\u00e3o. Em virtude da inerente mutabilidade do futuro, ela estava mais vulner\u00e1vel ainda \u00e0 mudan\u00e7a do que qualquer outra propriedade da DC, sobretudo ao tipo de mudan\u00e7a que crises com \u00abC\u00bb mai\u00fasculo costumam acarretar. Devido \u00e0s altera\u00e7\u00f5es dr\u00e1sticas que a cronologia do Universo DC repetidamente sofreu, a Legi\u00e3o dos Super-Her\u00f3is teve quatro encarna\u00e7\u00f5es bem distintas umas das outras ao longo de mais de cinquenta anos de hist\u00f3ria, alternando entre o dist\u00f3pico e o ut\u00f3pico, entre a subvers\u00e3o e a probidade, sendo repetidamente rejuvenescidos e envelhecidos, e vendo mesmo a dada altura alterada por completo a sua origem e raz\u00e3o de ser. O livro que o leitor agora tem em m\u00e3os assinala o regresso definitivo da encarna\u00e7\u00e3o \u00aboriginal\u00bb pelas m\u00e3os de <b>Geoff Johns<\/b>, que em 2008 uniu for\u00e7as com o conceituado artista <b>Gary Frank <\/b>para um arco narrativo destinado a dar continuidade \u00e0 sua reinven\u00e7\u00e3o da franquia, essa iniciada no ano anterior no evento intitulado <i>The Lightning Saga<\/i>. Naquele que j\u00e1 \u00e9 conhecido como o seu <i>modus operandi<\/i>, Johns vai ao cerne da Legi\u00e3o, mina aquilo que as hist\u00f3rias cl\u00e1ssicas tinham de melhor e reembala-as em fun\u00e7\u00e3o das sensibilidades modernas dos leitores actuais neste <i>Super-Homem: Legi\u00e3o dos Super-Her\u00f3is<\/i>.<\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: book antiqua,palatino; font-size: large;\">O futuro afinal parece tudo menos risonho, e talvez nem mesmo o her\u00f3i que inspirou a Legi\u00e3o seja capaz de a salvar quando o mundo inteiro se vira contra os seus antigos protectores e os obriga a viverem como foras-da-lei a monte. Escorra\u00e7ados, dispersos e perseguidos por um regime totalit\u00e1rio e opressivo \u2014 cujos alicerces assentam em alguns erros passados do grupo \u2014 os Legion\u00e1rios ter\u00e3o de limpar o seu nome de alguma forma, n\u00e3o s\u00f3 para salvarem as pr\u00f3prias vidas, como tamb\u00e9m para salvaguardarem a integridade dos ideais pelos quais sempre lutaram. Trata-se de uma hist\u00f3ria na qual o Super-Homem tem de provar que, mais do que a super-for\u00e7a ou a invulnerabilidade, talvez seja a sua capacidade de inspirar os outros o seu maior poder, ao deparar-se com uma amea\u00e7a que n\u00e3o tem como combater sozinho. Mas trata-se acima de tudo de uma hist\u00f3ria da Legi\u00e3o, uma das mais historiadas e coloridas propriedades da DC Comics, que v\u00ea epitomados pelos Legion\u00e1rios o optimismo e o idealismo pelos quais a editora tradicionalmente sempre se destacou. Isto porque, no contexto deste universo ficcional, a mera exist\u00eancia da Legi\u00e3o significa que, desde que os her\u00f3is do presente fa\u00e7am o seu trabalho, existem boas raz\u00f5es para olhar o futuro com esperan\u00e7a. Que assim continue durante muito tempo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: book antiqua,palatino; font-size: large;\"><i>Longa Vida \u00e0 Legi\u00e3o!<\/i><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 nas bancas, uma das melhores hist\u00f3rias do Super-Homem dos \u00faltimos anos, que serve sobretudo para modernizar um grupo que sempre esteve associado \u00e0 mitologia do Homem de A\u00e7o: a Legi\u00e3o dos Super-Her\u00f3is. A n\u00e3o perder. 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