{"id":1648,"date":"2015-10-05T20:05:24","date_gmt":"2015-10-05T19:05:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.allaryia.com\/pearnon\/?p=1648"},"modified":"2015-10-05T20:05:24","modified_gmt":"2015-10-05T19:05:24","slug":"uma-restia-de-esperanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.allaryia.com\/pearnon\/2015\/10\/05\/uma-restia-de-esperanca\/","title":{"rendered":"Uma r\u00e9stia de esperan\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>Na \u00faltima entrada, tentei descrever como o carma tinha tratado de me dar um merecido tau-tau e como a culpa me fora remoendo com o passar dos anos, tendo condenado o projecto <em>Endurvakning <\/em>ao obl\u00edvio acerca do qual eu escrevia no curiosamente ep\u00f3nimo \u00faltimo volume das Cr\u00f3nicas em 2010. Nesta, tentarei elaborar o equivalente liter\u00e1rio daquele momento que todos conhecemos dos filmes, em que um crescendo de violinos d\u00e1 conta de uma nova e inesperada esperan\u00e7a face \u00e0 derrota iminente.<\/p>\n<p>Ora o <em>Obl\u00edvio<\/em> ia bem e recomendava-se, o <em>Endurvakning <\/em>embezerrava-se na gaveta, sentindo-se abandonado, e a minha consci\u00eancia pesava-me sempre que eu olhava para os livros que adquirira para a minha pesquisa, quando vislumbrava a pasta do projecto e mesmo quando falava com algu\u00e9m da Isl\u00e2ndia. At\u00e9 que, certo dia, dei comigo a escrever um mail ao Manuel Morgado, no qual deitei tudo c\u00e1 para fora e reconheci com, se n\u00e3o todas, ent\u00e3o pelo menos boa parte das letras do alfabeto que eu fora aquilo que o meu pai costuma apelidar carinhosamente de &#8220;um cavalgadura&#8221; (falta de concord\u00e2ncia de g\u00e9nero e tudo).<\/p>\n<p>Contra todas as minhas expectativas, o Manuel teve ent\u00e3o a benevol\u00eancia, n\u00e3o s\u00f3 de me perdoar, como de me incentivar a recome\u00e7ar a trabalhar no <em>Endurvakning<\/em>. Um incentivo que me fez sentir duplamente culpado uma \u00faltima vez, antes de esse sentimento desaparecer por fim, e que n\u00e3o se ficou por meras palavras. Nos anos que se seguiram &#8211; na minha ressaca do <em>Obl\u00edvio <\/em>e enquanto come\u00e7ava a congeminar o <em>Felizes Viveram Uma Vez <\/em>&#8211; e embora estivesse ocupado com outros afazeres e soubesse que dois autores portugueses publicarem algo no estrangeiro continuaria a ser um desafio, o Manuel refez algumas das p\u00e1ginas que desenhara anos antes:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.allaryia.com\/pearnon\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/p05.jpg\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1650 size-medium\" src=\"http:\/\/www.allaryia.com\/pearnon\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/p05-212x300.jpg\" alt=\"p05\" width=\"212\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.allaryia.com\/pearnon\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/p05-212x300.jpg 212w, https:\/\/www.allaryia.com\/pearnon\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/p05-724x1024.jpg 724w, https:\/\/www.allaryia.com\/pearnon\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/p05.jpg 849w\" sizes=\"auto, (max-width: 212px) 100vw, 212px\" \/><\/a>Assim incentivado, n\u00e3o mais resisti e lancei-me novamente de cabe\u00e7a para o mundo do <em>Endurvakning, <\/em>com uma f\u00faria reprimida de anos que resultou numa s\u00e9rie de (mais) acertos \u00e0 hist\u00f3ria e na escrita desta mesma em ingl\u00eas e portugu\u00eas, paralelamente, para posterior tradu\u00e7\u00e3o em franc\u00eas. Eu e o Manuel fomos falando a espa\u00e7os, trocando ideias e impress\u00f5es enquanto prepar\u00e1vamos uma apresenta\u00e7\u00e3o do projecto a m\u00e9dio-longo prazo (e alinhav\u00e1vamos tamb\u00e9m um outro projecto, do qual com sorte um dia tamb\u00e9m aqui falarei), e assim continu\u00e1mos at\u00e9 meados de 2014, ano em que dei por conclu\u00edda a escrita do argumento. Foi tamb\u00e9m nesse ano que se deu uma conjun\u00e7\u00e3o de factores, maior de entre os quais o interesse da minha editora, que me levou a considerar a publica\u00e7\u00e3o do <em>Endurvakning<\/em> como livro, para que pudesse servir de plataforma comercial para posterior adapta\u00e7\u00e3o em BD. Partilhei essa hip\u00f3tese com o Manuel, que achou bem e que na altura estava demasiado ocupado com uma outra empreitada sua para poder dedicar tempo ao projecto. A sugest\u00e3o da minha editora come\u00e7ava, assim, a perfilar-se como avisada, um passo l\u00f3gico e talvez de peso para conseguir levar a bom porto o objectivo a longo prazo de publicar o <em>Endurvakning <\/em>em formato BD no estrangeiro.<\/p>\n<p>Mal imaginava eu o que ainda me esperava&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na \u00faltima entrada, tentei descrever como o carma tinha tratado de me dar um merecido tau-tau e como a culpa me fora remoendo com o passar dos anos, tendo condenado o projecto Endurvakning ao obl\u00edvio acerca do qual eu escrevia no curiosamente ep\u00f3nimo \u00faltimo volume das Cr\u00f3nicas em 2010. 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