{"id":2477,"date":"2019-12-18T16:54:24","date_gmt":"2019-12-18T16:54:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.allaryia.com\/pearnon\/?p=2477"},"modified":"2022-08-01T17:08:04","modified_gmt":"2022-08-01T16:08:04","slug":"the-triumph-of-steel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.allaryia.com\/pearnon\/2019\/12\/18\/the-triumph-of-steel\/","title":{"rendered":"The Triumph of Steel"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 uns meses, falei da <a href=\"http:\/\/www.allaryia.com\/pearnon\/?p=2409\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">m\u00e1quina de escrever<\/a> com que me lancei no mundo da escrita e classifiquei essa entrada como &#8220;Outros&#8221;, como se n\u00e3o passasse de um <em>fait divers. <\/em>Mas tenho andado a pensar e recordar o passado, sobretudo os eventos e coisas que influenciaram a minha escrita, o acto da pr\u00f3pria escrita, ou a vontade de o fazer. Por isso, decidi criar a nova rubrica <em>Anamneses, <\/em>em que falarei disso mesmo e partilharei convosco os momentos em que come\u00e7ou a tornar-se claro que, a menos que eu escrevesse, provavelmente acabaria por dar em doido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira entrada \u00e9 de teor musical, e n\u00e3o ser\u00e1 exagero dizer que representou um ponto de viragem na minha vida &#8211; a n\u00edvel de emancipa\u00e7\u00e3o, se nada mais. Falo de <em>The Triumph of Steel, <\/em>o s\u00e9timo \u00e1lbum dos Manowar, durante largos anos a minha banda preferida, que eu inclusive cheguei a representar enquanto <em>webmaster <\/em>oficial de Portugal (uma outra hist\u00f3ria). Foi o primeiro disco que eu comprei, ainda na velhinha &#8211; e agora extinta &#8211; Stradivarius do Saldanha, bem como a primeira m\u00fasica que ouvi que ia para al\u00e9m do que passava na r\u00e1dio, no hor\u00e1rio nobre da MTV, e nos <em>walkmen <\/em>dos meus colegas de escola. Gra\u00e7as a este \u00e1lbum, fui um percursor do <em>metal <\/em>no meu ano e tornei-me num formador de opini\u00e3o musical; foi como se a minha vida passasse a <em>soar <\/em>de forma diferente a partir de ent\u00e3o, e a m\u00fasica das esferas chegava-me aos ouvidos com rasgos de baixo piccolo e gritos dilacerantes a percorrerem todas as nove oitavas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o esperava nada disso. Estava s\u00f3 a passear-me pelas prateleiras de discos, sem estar em busca de algo em particular, isto enquanto a minha m\u00e3e se ocupava a rechear a sua discoteca para as aulas de gin\u00e1stica. E foi ent\u00e3o que me deparei com uma capa que desde logo me prendeu, a de um guerreiro com fei\u00e7\u00f5es ensombradas e a empunhar um martelo relampejante e uma espada flamejante com copos tirantes a asas de \u00e1guia e um pomo em forma de garras de rapina. Fiquei logo rendido, fui pedir ao funcion\u00e1rio que reproduzisse o \u00e1lbum para ver se a m\u00fasica fazia jus \u00e0 capa, e, logo naqueles primeiros segundos, sabia que tinha encontrado o que n\u00e3o sabia sequer ter estado \u00e0 procura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas porqu\u00ea falar de um \u00e1lbum de <em>metal <\/em>naquele que se quer um blogue liter\u00e1rio? Porque <em>The Triumph of Steel <\/em>foi mais que um disco: foi o gui\u00e3o do primeiro \u00e9pico que contei, com o quarto que na altura partilhava com o meu irm\u00e3o como palco e este \u00faltimo como meu p\u00fablico cativo. Isto porque, embora as faixas n\u00e3o estivessem nominalmente relacionadas umas com as outras, eu tinha-me convencido de que havia um fio condutor entre elas, a semelhan\u00e7a do Campe\u00e3o Eterno de Moorcock a reencarnar pelo tempo e espa\u00e7o. Assim, ao longo de v\u00e1rios espect\u00e1culos caseiros, qual temporada na <em>Broadway, <\/em>o \u00e1lbum ia tocando em altos berros enquanto eu relatava ao meu irm\u00e3o o que acontecia, numa saga que passo a detalhar:<\/p>\n<div class=\"ast-oembed-container \" style=\"height: 100%;\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Achilles, Agony and Ecstasy in Eight Parts\" width=\"500\" height=\"375\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/X0AnLvPs6JE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">A narrativa come\u00e7a, o tal &#8220;Campe\u00e3o Eterno&#8221; est\u00e1 na Gr\u00e9cia Antiga, a participar em momentos da Il\u00edada, que eu \u00e0 altura n\u00e3o tinha lido e da qual apenas sabia o b\u00e1sico. Honra e vingan\u00e7a, homens e deuses, sangue e gl\u00f3ria. Uma entrada triunfante em cena, como que a preparar o palco para o que a\u00ed vem.<\/p>\n<div class=\"ast-oembed-container \" style=\"height: 100%;\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Metal Warriors\" width=\"500\" height=\"375\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Wxwcr72VcKg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta faixa n\u00e3o parecia contar qualquer hist\u00f3ria, por isso sempre serviu na minha cabe\u00e7a como o gen\u00e9rico da mesma, por assim dizer. \u00c0 falta de algo melhor para contar ao meu irm\u00e3o, ia-lhe s\u00f3 lendo os nomes dos membros da banda e equipa t\u00e9cnica e tentava convenc\u00ea-lo de que a letra dizia <em>&#8220;leave the hall&#8221;,<\/em> e n\u00e3o <em>&#8220;eat them all&#8221;.<\/em><\/p>\n<div class=\"ast-oembed-container \" style=\"height: 100%;\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ride the Dragon\" width=\"500\" height=\"375\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/v031PZ3N2Ik?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">E aqui voltamos ao que interessa: uma <em>overdose <\/em>de fantasia \u00e9pica pura e dura. Cavaleiros de drag\u00f5es, feiti\u00e7os de destrui\u00e7\u00e3o e invisibilidade, juras de fogo e magia, chamamentos infernais e profecias de morte e renascimento. Porque o tal &#8220;Campe\u00e3o Eterno&#8221; morria aqui&#8230;<\/p>\n<div class=\"ast-oembed-container \" style=\"height: 100%;\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Manowar - Spirit Horse Of The Cherokee\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ECrBO9npyJw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8230;mas acabava ressuscitado por um xam\u00e3 \u00edndio em plena Guerra Cherokee-Americana. As injusti\u00e7as e massacres relatados pelo xam\u00e3 serviram como combust\u00edvel an\u00edmico para o guerreiro, que despertava e ajudava os \u00edndios na sua batalha desesperada. Tanto sangue derramado come\u00e7ava a ter o seu pre\u00e7o, contudo.<\/p>\n<div class=\"ast-oembed-container \" style=\"height: 100%;\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Burning\" width=\"500\" height=\"375\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/rHr2rV33HFA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existem entidades muito interessadas na alma do tal &#8220;Campe\u00e3o Eterno&#8221;. Vozes sinistras que se fazem ouvir enquanto o sangue pinga da sua espada, sussurros de corrup\u00e7\u00e3o que lhe s\u00e3o ciciados pelos arquejos de cada homem que ele mata. Isto \u00e9 capaz de acabar mal&#8230;<\/p>\n<div class=\"ast-oembed-container \" style=\"height: 100%;\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Power of Thy Sword\" width=\"500\" height=\"375\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/RYsQqaAxDtw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas ele tem uma espada, e um ego enorme. Nasceu para morrer em batalha e ri-se do seu destino. Ainda assim, acaba por se ver sobrepujado por inimigos numa refrega \u00e9pica de um contra muitos. Por momentos, parece que vai mesmo desta para melhor, mas, num surto de energia e vontade f\u00e9rrea, ergue-se para despachar o servi\u00e7o e sai vitorioso. Mas, no fim, moribundo, ainda tinha outras contas a prestar, tal como vaticinado na can\u00e7\u00e3o sobre os drag\u00f5es&#8230;<\/p>\n<div class=\"ast-oembed-container \" style=\"height: 100%;\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Demon&#039;s Whip\" width=\"500\" height=\"375\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ku7sKdVhfs8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Inferno reclamava aquilo que era seu. O esp\u00edrito do guerreiro estava agrilhoado aos reinos inferiores, e o Dem\u00f3nio tentava o &#8220;Campe\u00e3o Eterno&#8221; com ofertas sedutoras, mas ele resiste e enceta um combate desesperado pela salva\u00e7\u00e3o da sua alma. Esta faixa era perfeita para ser contada como parte de uma hist\u00f3ria, gra\u00e7as aos efeitos sonoros e ao ritmo das guitarras, que me permitia simular os golpes desajeitados de um duelo de espadas que faziam o meu irm\u00e3o rir. No fim, o combate \u00e9pico termina com uma explos\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"ast-oembed-container \" style=\"height: 100%;\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Master of the Wind\" width=\"500\" height=\"375\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/CfGvGVUAE8U?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">E assim termina a hist\u00f3ria, com o Campe\u00e3o Eterno a ascender ap\u00f3s a derradeira morte e a tornar-se no ep\u00f3nimo Mestre do Vento, concretizando assim os vatic\u00ednios da can\u00e7\u00e3o sobre os drag\u00f5es. Era tamb\u00e9m a \u00fanica m\u00fasica consensual em toda a casa, porque ningu\u00e9m ficava indiferente ao b\u00e1lsamo que esta balada representa neste pesado <em>tour de force <\/em>musical<em>.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Espero que pelo menos alguma das m\u00fasicas tenham sido do vosso agrado. Se nada mais, espero que este breve recontar daquele que foi o primeiro \u00e9pico que concebi tenha sido esclarecedor quanto \u00e0s influ\u00eancias\u00a0 e impulsos primordiais que culminaram numa vontade insaci\u00e1vel de contar hist\u00f3rias. Agora, se me d\u00e3o licen\u00e7a, vou ouvir um pouco de <em>The Triumph of Steel, <\/em>que fiquei com saudades.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 uns meses, falei da m\u00e1quina de escrever com que me lancei no mundo da escrita e classifiquei essa entrada como &#8220;Outros&#8221;, como se n\u00e3o passasse de um fait divers. 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