{"id":3727,"date":"2022-05-15T21:52:41","date_gmt":"2022-05-15T20:52:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.allaryia.com\/pearnon\/?p=3727"},"modified":"2022-05-15T21:52:43","modified_gmt":"2022-05-15T20:52:43","slug":"obsessivo-compulsivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.allaryia.com\/pearnon\/2022\/05\/15\/obsessivo-compulsivo\/","title":{"rendered":"Obsessivo-compulsivo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 j\u00e1 algum tempo que o sil\u00eancio reina aqui por este espa\u00e7o, por motivos de iminente casamento intracomunit\u00e1rio. Embora o blogue se tenha tornado mais \u00abblogue\u00bb, na medida em que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma plataforma para eu publicitar e falar dos meus projectos, tenho sempre algum pejo em falar s\u00f3 de assuntos n\u00e3o-criativos, sobretudo quando passo um per\u00edodo mais prolongado sem dar novidades. Por isso, hoje decidi falar um pouco de ambos nesta anamnese.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><sub>(Antes de mais, sim, o segundo volume do segundo ciclo continua a ser escrito, mas a um passo que n\u00e3o tem como n\u00e3o ser de caracol. E o segundo volume do Dragomante dever\u00e1 sair algures no ver\u00e3o)<\/sub><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como j\u00e1 por v\u00e1rias vezes aqui disse, tenho algumas tend\u00eancias obsessivo-compulsivas, muitas vezes com detalhes que n\u00e3o lembram ao diabo. E gosto de me ater a sistemas, mas muitas vezes abro excep\u00e7\u00f5es de forma for\u00e7ada e arbitr\u00e1ria. Neste caso concreto, falo dos caracteres especiais que uso para distinguir os v\u00e1rios idiomas falados em Allaryia (coisa que, no passado, levou a que eu tivesse de ir \u00e0 tipografia indicar os respectivos c\u00f3digos, porque n\u00e3o havia maneira de atinarem com aquilo \u2014 ainda tenho o documento em que os mapeei, e tudo).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Leitores mais atentos provavelmente j\u00e1 ter\u00e3o reparado que a maior parte dos idiomas allaryianos se caracteriza por uma fam\u00edlia de caracteres consistentes (como as cedilhas <em>\u0105, \u00e7, \u0119, \u012f, \u013c, \u0146, \u0157, \u015f, \u0163, \u0173<\/em> dos eahlan, as vogais com acentos agudos laonesas <em>\u00e0, \u00e8, \u00ec, \u00f2, \u00f9,<\/em> etc.), e que estes se distinguem uns dos outros de uma forma muito pouco natural, na medida em que nenhuma outra l\u00edngua possui os caracteres especiais da outra. \u00c9 uma gracinha sistem\u00e1tica que funciona bem a n\u00edvel visual, e a que achei piada enquanto examinava os diacr\u00edticos de v\u00e1rios idiomas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas o que hoje aqui me traz \u00e9 a fam\u00edlia de caracteres wolhynos <em>(\u0111, \u0127, \u0167, \u00f8, \u0142).<\/em> Regra geral, os idiomas allaryianos e a sua grafia s\u00e3o at\u00e9 certo ponto influenciados por l\u00ednguas do nosso mundo que sejam minimamente alusivas a eles, mas a Wolhynia, que remete claramente para as l\u00ednguas germ\u00e2nicas setentrionais, tem apenas um caractere a condizer <em>(\u00f8)<\/em>, sendo os restantes croata, malt\u00eas, lap\u00e3o do norte e polaco, respectivamente. E lembrei-me disto porque, ao contr\u00e1rio dos demais, o <em>\u0111<\/em> wolhyno em boa verdade nem sequer soa \u00e0quilo a que devia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A saber, o <em>\u0111<\/em> wolhyno representa a fricativa dental sonora (pensem no <em>\u00abth\u00bb <\/em>de <em>\u00abthat\u00bb)<\/em> que, em island\u00eas, \u00e9 representada pela letra <em>\u00f0.<\/em> Mas o <em>\u0111<\/em> do croata original representa o som <em>\u00abdj\u00bb <\/em>(de <em>\u00abjoin\u00bb), <\/em>como a minha conviv\u00eancia com uma noiva herzegovina, os seus familiares e amigos n\u00e3o se cansa de me relembrar. Porque optei eu ent\u00e3o pelo <em>\u0111<\/em> em vez do<em> \u00f0<\/em>, que at\u00e9 \u00e9 escandinavo e tudo, e seria uma inclus\u00e3o mais natural&#8230;?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Bem, porque o <em>\u00f0<\/em> \u00e9 torto. Tem uma haste torta, e isso faria com que destoasse dos companheiros <em>\u0127, \u0167, \u00f8 <\/em>e<em> \u0142. <\/em>Ent\u00e3o, ignorando a fon\u00e9tica oficial, decretei simplesmente que o <em>\u0111<\/em> soava a <em>\u00f0<\/em>, e o assunto ficou arrumado. O que poder\u00e1 vir a causar confus\u00e3o, se um dia as Cr\u00f3nicas forem traduzidas para croata. Espero pelo menos conseguir arranjar uma explica\u00e7\u00e3o um pouco melhor para isto at\u00e9 l\u00e1&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 j\u00e1 algum tempo que o sil\u00eancio reina aqui por este espa\u00e7o, por motivos de iminente casamento intracomunit\u00e1rio. 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