{"id":5048,"date":"2026-07-08T17:07:44","date_gmt":"2026-07-08T16:07:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.allaryia.com\/pearnon\/?p=5048"},"modified":"2026-07-08T17:07:49","modified_gmt":"2026-07-08T16:07:49","slug":"reflexoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.allaryia.com\/pearnon\/2026\/07\/08\/reflexoes\/","title":{"rendered":"Reflex\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como parte da promo\u00e7\u00e3o e antecipa\u00e7\u00e3o de <em>A \u00daltima Cr\u00f3nica, <\/em>a Presen\u00e7a publicou nas suas redes sociais umas <em>stories<\/em> com breves momentos de reflex\u00e3o acerca dos volumes das Cr\u00f3nicas. Para quem n\u00e3o os tenha apanhado, aqui ficam registados:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>A Manopla de Karasthan<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi aqui que tudo come\u00e7ou. Os esbo\u00e7os de uma hist\u00f3ria de fantasia idealizada por um pirralho de 12 anos, que cedo se empolgou mais com o futuro que essa hist\u00f3ria poderia ter e se dedicou a ele, usando o material que j\u00e1 tinha escrito como Posf\u00e1cio. Uma energia criativa em bruto, irrepet\u00edvel, que mais tarde poli na Edi\u00e7\u00e3o Comemorativa dos 10 anos de publica\u00e7\u00e3o da obra. \u00c9 a hist\u00f3ria de fantasia que eu queria ler na altura, que acabou por se tornar numa aventura com uma identidade muito pr\u00f3pria e, gosto de pensar, muito \u00e0 portuguesa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Os Filhos do Flagelo<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um volume que se tornou infame pela morte de uma certa personagem. Comecei \u00abOs Filhos do Flagelo\u00bb antes de sequer saber se o meu primeiro livro seria ou n\u00e3o publicado. Uma carreira como autor ainda nem me passava pela cabe\u00e7a, e desejava apenas continuar a escrever e criar. Talvez mais ainda do que no primeiro volume, nota-se aqui o quanto estava a desfrutar do processo, pelo simples facto de ter ultrapassado aquele limiar que distingue um projecto de gaveta de um livro e estar a ver como o mundo crescia a olhos vistos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Mar\u00e9s Negras<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste livro escrito em nove meses, a hist\u00f3ria \u00e9 virada completamente do avesso, e gosto de pensar que Allaryia se revela por fim como algo mais do que \u00aboutra saga de fantasia\u00bb. O mundo foi crescendo comigo, e f\u00ea-lo sozinho e de forma org\u00e2nica em grande parte, o que deixava antever mais surpresas ainda no futuro, incluindo para mim.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>A Ess\u00eancia da L\u00e2mina<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em \u00abA Ess\u00eancia da L\u00e2mina\u00bb, eu pr\u00f3prio tive de lidar com as consequ\u00eancias do que acontecera no volume anterior, muito do qual n\u00e3o tinha antecipado ou planeado a longo prazo. Foi um per\u00edodo de matura\u00e7\u00e3o art\u00edstica e pessoal, e felizmente pude contar com a sorte das musas, pois tudo acabou por encaixar de forma harmoniosa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Vagas de Fogo<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foram precisos cinco volumes at\u00e9 eu saber precisar quantos seriam precisos para contar toda a hist\u00f3ria (ou, pelo menos, a do Ciclo I). \u00abVagas de Fogo\u00bb foi escrito em dois pa\u00edses, sendo que acabei adoptado por vikings islandeses durante o processo, no qual ganhei uma segunda fam\u00edlia e amigos para a vida. Cresci ao embrenhar-me noutra cultura, e acabei por a adaptar a um mundo de fantasia, no fundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>O Fado da Sombra<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este foi dif\u00edcil de escrever. Tanto pelo que acontece, como pela altura da minha vida em que foi escrito. As coisas n\u00e3o me estavam a correr bem e correram pior ainda para Allaryia. \u00c9 tamb\u00e9m aqui que o Seltor se cimenta como mais do que um senhor do mal de pacotilha, surpreendendo e deixando tudo em aberto para o fim do Ciclo I.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Obl\u00edvio<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00abObl\u00edvio\u00bb foi, ao mesmo tempo, uma das melhores coisas que escrevi e uma das minhas decis\u00f5es mais impensadas. Muitos ficaram convencidos de que este era o \u00faltimo cap\u00edtulo da saga, em vez de apenas o \u00faltimo volume do Ciclo I, e a Edi\u00e7\u00e3o de Luxo a que teve direito parecia reafirmar essa ideia. Bicho do mato das redes sociais que sou, perdi a liga\u00e7\u00e3o com a maioria dos leitores \u00e0 conta disso e levei quase dez anos a tentar retractar-me (desculpem). Porque, como hoje sabemos, ainda faltava o Ciclo II.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>A Oitava Era<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A hist\u00f3ria j\u00e1 tinha come\u00e7ado na Oitava Era, que veio a dar o t\u00edtulo a este volume pelo simples facto de tudo ter conduzido a ele. Assinalou o meu regresso a Allaryia ap\u00f3s uma aus\u00eancia de quase dez anos e confirmou que o termo \u00abamigos imagin\u00e1rios\u00bb tem muito que se lhe diga, pois as personagens revelaram ser muito mais do que isso quando tornei a dar-lhes voz. Eram e s\u00e3o parte de mim, tal como Allaryia o \u00e9, e este regresso foi ao mesmo tempo o princ\u00edpio de uma despedida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>A Era da Ru\u00edna<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Escrito ao longo de dois confinamentos e uma saga de casamento balc\u00e2nica, \u00abA Era da Ru\u00edna\u00bb n\u00e3o foi o volume que mais tempo levei a escrever, mas levou bem mais do que o planeado, mesmo assim. Al\u00e9m das referidas condicionantes, o livro acarretou ainda o peso de ser o pen\u00faltimo das Cr\u00f3nicas, e talvez n\u00e3o fosse poss\u00edvel escrev\u00ea-lo de outra forma, sabendo como bem sabia que estava a delinear o fim de uma saga que me acompanhou ao longo de toda a vida adulta e parte da juventude. Feitas que estavam as (re)apresenta\u00e7\u00f5es em \u00abA Oitava Era\u00bb, senti-me mais livre para desencadear Allaryia com tudo o que tinha estado a maturar e fervilhar na minha cabe\u00e7a ap\u00f3s uma d\u00e9cada e, se n\u00e3o tivesse sido t\u00e3o desgastante escrev\u00ea-lo, provavelmente teria logo come\u00e7ado a dar ao dedo para o \u00faltimo volume.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como parte da promo\u00e7\u00e3o e antecipa\u00e7\u00e3o de A \u00daltima Cr\u00f3nica, a Presen\u00e7a publicou nas suas redes sociais umas stories com breves momentos de reflex\u00e3o acerca dos volumes das Cr\u00f3nicas. Para quem n\u00e3o os tenha apanhado, aqui ficam registados: A Manopla de Karasthan Foi aqui que tudo come\u00e7ou. 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