{"id":957,"date":"2012-01-11T03:52:57","date_gmt":"2012-01-11T03:52:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.allaryia.com\/pearnon\/?p=957"},"modified":"2012-01-11T03:52:57","modified_gmt":"2012-01-11T03:52:57","slug":"um-2012-tao-bom-quanto-humanamente-possivel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.allaryia.com\/pearnon\/2012\/01\/11\/um-2012-tao-bom-quanto-humanamente-possivel\/","title":{"rendered":"Um 2012 t\u00e3o bom quanto humanamente poss\u00edvel"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 o que eu tenho andado a desejar \u00e0s pessoas. V\u00eam a\u00ed tempos dif\u00edceis ou no m\u00ednimo menos f\u00e1ceis, mas uma coisa \u00e9 certa: a vida continua e o que \u00e9 preciso \u00e9 n\u00e3o parar, um princ\u00edpio que eu tenho seguido fielmente ao longo destes \u00faltimos meses (como evidenciado pela falta de entradas neste meu sempre sossegado canto da Internet). De qualquer forma, reitero o meu desejo de um 2012 t\u00e3o bom quanto humanamente poss\u00edvel para os meus leitores e aqueles que lhes s\u00e3o mais chegados. E para outros tamb\u00e9m, mas esses j\u00e1 levaram com a minha lengalenga anteriormente.<\/p>\n<p>N\u00e3o sou nem nunca fui de resolu\u00e7\u00f5es de Ano Novo. Sempre fui mais de resolu\u00e7\u00f5es ao longo do ano e nos tempos idos de 2011 tinha j\u00e1 determinado duas coisas que iria fazer em 2012: publicar um novo livro e dar in\u00edcio a uma nova saga, e fazer alguma coisa para comemorar o 10\u00ba (sim, d\u00e9cimo) anivers\u00e1rio de uma certa Manopla. Quanto \u00e0 primeira, posso afirmar que hoje, dia 11 de Janeiro \u00e0s 3:09 da manh\u00e3, o novo livro est\u00e1 escrito e pronto a ser revisto, pelo que \u00e9 quase certo que ser\u00e1 lan\u00e7ado na Feira do Livro de Lisboa ainda em Maio deste ano. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 segunda, tive umas conversas muito proveitosas com a minha editora e fiquei feliz ao constatar que o meu desejo de comemorar uma d\u00e9cada de Allaryia era reciprocado, pelo que conto ter novidades em breve (a <em>Manopla de Karasthan<\/em> saiu em Abril de 2002, para quem se lembra).<\/p>\n<p>Voltando ao novo projecto &#8211; sim, porque embora n\u00e3o haja mal nenhum em recordar um passado id\u00edlico, conv\u00e9m olhar em frente para o futuro desconhecido &#8211; tenho muitas coisas acerca das quais gostaria de escrever e dissertar em antecipa\u00e7\u00e3o do an\u00fancio do lan\u00e7amento desta nova s\u00e9rie&#8230; mas ainda \u00e9 um pouco cedo. N\u00e3o escondo uma certa trepida\u00e7\u00e3o, pois trata-se de um novo mundo, novas personagens, uma nova hist\u00f3ria&#8230; muita coisa nova para quem esteve 16 anos a viajar por um outro mundo que j\u00e1 t\u00e3o bem conhecia. E depois as d\u00favidas de colegial, os \u00abser\u00e1 que as pessoas v\u00e3o gostar?\u00bb que deviam ter desaparecido juntamente com a acne, o instinto de auto-preserva\u00e7\u00e3o de percorrer o mesmo caminho que j\u00e1 se conhece em vez de enveredar por trilhos desconhecidos, os compreens\u00edveis receios da minha pr\u00f3pria editora, ao saber que eu ia tirar umas f\u00e9rias de uma s\u00e9rie j\u00e1 estabelecida e de sucesso para me aventurar numa nova saga em tempos de crise&#8230;<\/p>\n<p>Tudo bons motivos para jogar pelo seguro e iniciar o novo ciclo de Allaryia (sim, para quem ainda n\u00e3o sabia ou j\u00e1 se tinha esquecido, eu voltarei garantidamente a esse meu segundo mundo e haver\u00e1 um segundo ciclo de Allaryia, pois ainda tenho muito por contar) mas &#8211; e embora faz\u00ea-lo n\u00e3o fosse propriamente o equivalente a \u00abparar\u00bb como acima referi &#8211; dezasseis anos \u00e9 muito tempo e sete volumes \u00e9 muito livro. Estava mesmo a precisar de umas f\u00e9rias, n\u00e3o de escrever, mas de <em>Allaryia<\/em>, pelo que este interregno se me afigurou n\u00e3o s\u00f3 como uma boa oportunidade para deixar amadurecer as ideias para o segundo ciclo, como tamb\u00e9m a melhor ocasi\u00e3o em dez anos para experimentar algo de novo (avestruzes e talism\u00e3s \u00e0 parte), algo que j\u00e1 estava idealizado havia algum tempo. Algo para mim t\u00e3o empolgante que me fez escrever um livro em quatro meses, algo que persuadiu um amigo muito especial a convencer-me de que era um projecto no qual valia a pena investir. Mesmo em tempos de crise e mesmo com as ideias algo megal\u00f3manas que eu tinha para a s\u00e9rie e para o livro em si.<\/p>\n<p>Por isso aqui t\u00eam. Palavras vagas acerca de celebrar o passado e encarar o futuro com optimismo, mas conto ser um pouco mais concreto para a pr\u00f3xima. At\u00e9 l\u00e1, boas leituras e fiquem bem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 o que eu tenho andado a desejar \u00e0s pessoas. 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