Filipe Faria
69 subscribers
198 photos
2 videos
1 file
27 links
Canal do autor
Espalhem a Palavra com stickers de Allaryia https://t.me/addstickers/Allaryia
Download Telegram
to view and join the conversation
Nunca a vemos de frente. Ela não nos mostra o caminho, mas olha conosco na direcção em questão, na esperança de que vejamos o que há para ser visto. Ergue-se a meio do cascalho e detritos das nossas ideias, como flor que brota de lugar negligenciado (porque nada se perde, e tudo se transforma) e fá-lo com a pose relaxada de quem constata o óbvio que, mais tarde, não percebemos como nos pôde escapar.
Já que aqui estou, bem que posso partilhar convosco umas curiosidades acerca desta parte do mundo:
Bósnios e herzegovinos não sabem fazer bifes. Pura e simplesmente não sabem. Ou então pelam-se de medo de carne crua, porque não há maneira de conseguir um bife mal passado em condições neste país. Podemos pedir rare, red, bloody ou até "still with a pulse", como certa vez tentei. O máximo que nos dão é o médio-mal mais cinzento de que há registo, da mais manhosa pá à carne maturada. Um suplício para quem gosta de um bom bife, portanto.
Como talvez estejam lembrados, o croata é um idioma muito colorido. A minha nova expressão favorita é pas mater, que significa literalmente "cão mãe". Que é a forma mais polida de dizer algo como "que um cão cometa actos interespécies com a tua mãe".
Se estiverem na Herzegovina, as pessoas perguntam-vos se falam croata. Se estiverem na Bósnia, bósnio. Se estiverem na República Sérvia (a entidade autónoma, não o país independente), sérvio. Todos mutuamente inteligíveis (ao contrário de, por exemplo, a Suíça), mas o último com alfabeto cirílico, e não latino.
Palavras como trg (praça), vrt (jardim) ou smrt (morte) tornam-se pronunciáveis graças ao 'r', que traz uma vogal escondida quando rodeado por consoantes. Dessa forma, as palavras pronunciam-se têrg, vêrt, smêrt, e assim por diante.
E, por último, quem já se cruzou comigo sabe que sou alto. Mas, neste canto da Europa, vejo-me frequentemente na desabituada posição de olhar para cima, porque os herzegovinos são potencialmente os mais altos do mundo. E ninguém me tira do sentido que esse é um dos motivos pelos quais querem separar-se da Bósnia, que lhes estraga a média. Um pouco à semelhança da Sérvia e do Montenegro, basicamente.
Ah, e como pude esquecer: aqui na Bósnia e Herzegovina, as pessoas não conseguem comer piza sem maionese. Seja ela qual for. Margarita, quattro stagioni ou pecorina, é tudo barrado a eito com maionese. Por vezes também com ketchup. Se não tiverem à mão um desses dois ingredientes, ficam desconsolados que até mete dó. É um mistério balcânico sem resposts racional que indigna italianos e deixa os demais perplexos.
Analéptico

Próprio para restabelecer as forças É a palavra adequada para assinalar o meu regresso ao activo, após três semanas com a minha noiva na Bósnia. Agora, toca a reler o…
De volta à carga, enésima parte

Sinto-me um pouco ridículo a cantar de galo, quando escrevi pouco mais do que dois parágrafos e uma série de ligeiros ajustes aos anteriores, mas a escrita faz-se muitas vezes…
Um reparo algo embaraçoso

Estava agora a rever e fazer certas adaptações ao argumento da sequela do Dragomante, em que o Manuel trabalha com afinco (mais actualizações para breve), e deparei-me com algo caricato.…
Estrelouçar

Ruído da louça a entrechocar. Só porque gosto de palavras específicas e que dizem ao que vêm.
Actualização nas barras de progresso

Ontem ultrapassei por fim o obstáculo que era dar por concluído o capítulo em que tinha parado. O meu ritmo tem crescido de forma consistente, e já estou próximo da…
Após a Segunda-Feira Negra de ontem, em que Whatsapps e quejandos estiveram em baixo, parece que muita gente migrou para o Telegram. Pessoalmente, espero que fiquem, porque mantenho a minha postura de que esta plataforma é o futuro.
Para quem já cá estava e para quem acompanha o canal apenas através do seu navegador, gostava de partilhar a seguinte ligação, para que possam ver a quantidade de funcionalidades do Telegram que talvez desconheçam:
Como vêem, ainda só arranhei a superfície da quantidade de coisas que posso fazer por aqui. O canal ainda é pequeno, mas acredito que a persistência, o palavra-passa-palavra e as cada vez mais evidentes vantagens desta plataforma só podem levar a um crescimento. Por isso, dêem uma vista de olhos às funcionalidades, partilhem com o vosso círculo de conhecidos, e não se esqueçam de mandar um sticker allaryiano a quem já usa o Telegram.
188534_c896e273.jpg
165.6 KB
Estou a manter o tal ritmo das 1000 palavras diárias, e a escrita está a correr bem. Sobretudo tendo em conta que passei uma hora e meia (!) à procura de uma flor para uma cena.

É apenas um pormenor durante um diálogo. E passei uma hora e meia até encontrar a flor que mais se adequava e coincidia com a estação da história. Porque Allaryia pode ter drahregs, burriks, azigoth e Essência... mas inventar flores próprias e poupar-me a pesquisas em páginas russas e blogues de homens que escrevem "diários de bolbos" num registo quase intimista, está quieto.

Enfim, preciosismos meus. Ao menos alguns leitores poderão visualizar melhor a flor quando lerem a passagem.
Carnagem

Carnificina. Como alguns de vocês saberão, no que à banda desenhada diz respeito, sou DC e não Marvel. Mas, como parece que vem aí o novo filme do Venom, lembrei-me…
O som de asas a bater à distância

“Que raiva que me mete, quando este gajo fica meses sem dizer nada…!” É verdade. A última vez que falei da sequela do Dragomante foi em Junho. Mas vêm aí…