Dragomante

Um Dragomante e um dragão são guerreiro e cão de guerra, aliados e amigos inseparáveis.
Mas uma Dragomante pode ser cobiçada por vários dragões,
que ela, em certas circunstâncias,
pode a todos domar…

No reino de Armitaunin, Nereila, uma jovem Dragomante, conclui por fim o árduo treino, juntamente com Ékión, o seu Escudeiro, que deverá protegê-la de qualquer perigo… e de si mesma. Porque os Dragomantes, que resguardam a humanidade da ameaça dos dragões, podem representar um perigo maior ainda que estes, se neles for ateado o fogo que lhes arde nas veias: o fogo de dragão.
No caso de Nereila – a primeira mulher Dragomante em séculos – as consequências podem ser mais drásticas ainda, quando os pecados do seu pai regressam para a atormentar. E Ékión, o seu Escudeiro, não sabe se está à altura da tarefa – ou mesmo se deseja fazê-lo. E, se o fogo de dragão for ateado em Nereila, Armitaunin e o mundo inteiro poderão arder.

Tal como na nossa primeira colaboração, Talismã, o Manuel Morgado pregou-me novamente a “partida” de me entregar uma história desenhada e pedir-me que eu com ela fizesse… bem, uma história. Os desenhos seguiam um fio condutor na cabeça dele, mas o argumento não chegara a cristalizar, e havia coisas que faziam sentido na página e nos painéis mudos, mas nem tanto na narrativa. Também não jogava muito a favor da obra ter a algo batida temática de cavaleiros, dragões e cavaleiros de dragões, mas a verdade é que não pude deixar de me sentir inspirado pela fabulosa arte do Manuel. Assim, ao examinar o que ele já tinha desenhado (cerca de 95% daquilo que viria a ser o álbum), em busca de algo em que pudesse pegar para construir uma narrativa que fizesse jus aos desenhos, dei-me de conta de um acaso peculiar: os dragões na história nunca eram vistos a expelir fogo.

E o resto é, literalmente, história…

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