Oblívio

A Manopla de Karasthan juntou-os.
Os Filhos do Flagelo uniram-nos.
As Marés Negras marcaram-nos.
A Essência da Lâmina separou-os.
As Vagas de Fogo deram-lhes esperança.
O Fado da Sombra destruiu-a.

Tomados pelo desânimo, os companheiros enfrentam agora o seu maior desafio e o Oblívio ameaça a própria existência, da mesma forma que parece ser a sua única salvação. Na mais negra hora de Allaryia, a Sombra ergue-se triunfante, mas nem tudo o que parece o é, e ainda falta a’O Flagelo jogar a sua última cartada…


E assim terminou uma saga, findos os tão badalados sete volumes, que podiam ter sido seis ou dez. Mas seis teria sido demasiado abrupto e para dez seria necessária muita palha só para prolongar artificialmente uma história que pouco teria a ganhar com os elementos que ficaram por contar, o que também teria testado a paciência dos leitores e a perseverança do autor. Não, sete acabou por ser o número ideal e tudo aquilo que eu tinha de contar na história foi contado. Insistir e prolongar a saga só para pôr no papel absolutamente todas as cenas e situações que tinha imaginado teria sido como mungir uma vaca cansada, por isso prefiri deixar a dita vaca recuperar e esperar por um novo vitelo para ver o que ela dará de futuro.

Analogias de gosto e valor retórico questionáveis à parte, Oblívio foi para mim sido mais um «até qualquer dia» do que um «adeus», e um regresso a Allaryia está sem dúvida agendado para um futuro mais distante. Este livro foi como um exame nacional após dezasseis anos de proveitosa e acima de tudo prazenteira aprendizagem, um marco na minha vida e carreira artística… e teve uma Edição de Luxo. O meu exame nacional não. Logo, deve ter sido mais importante.

Palavras: 236.109
Páginas (livro): 598
Páginas (manuscrito): 467
Tempo de produção: 1 ano
Vezes em que foi posta na mesa a possibilidade de adiar a publicação, para que fosse o nº 100 da Via Láctea:
Uma vez. Mas estava a brincar.


Primeiro esboço da capa do Oblívio. O Kror era para aparecer na versão final, mas acabou vítima do título do próprio livro...









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