Rescaldo Dragomante

Foram uns dias bem mexidos, e só agora pude vir aqui dedicar umas palavras de agradecimento a todos os que compareceram ao Coimbra BD para comprar o Dragomante e para uns dedos de conversa. O evento correu acima das expectativas, o convívio com autores e leitores foi muito agradável, a cavaqueira não o foi menos, e esgotaram-se os exemplares do livro em português, o que nos obrigou a vender uns quantos em inglês a uns leitores poliglotas e estudantes de intercâmbio da universidade.

Mais especial ainda do que isso – pelo menos para mim, a nível pessoal – foram os momentos de nostalgia. Houve em Coimbra quem tivesse estado presente no lançamento do Talismã, com as dedicatórias para o confirmar, e quem tivesse marcado presença no já longínquo Fórum BD de 2003, como o António Isidro, que teve a amabilidade de me enviar o esboço que o Samuel Santos na altura lhe fez.

Não queria também deixar de fazer o protocolar mas sentido agradecimento à câmara de Coimbra e aos organizadores e colaboradores do evento, que se certificaram de que tudo corresse sobre rodas e que nada faltava aos artistas convidados. E pedir desculpas ao Manuel Morgado, porque assinar livros é fácil e rápido, mas é cruel ir empilhando os exemplares diante do artista para ele se esfalfar a desenhar enquanto eu me refastelo e vou falando com os leitores.

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Dragomante e Coimbra BD

Sábado, dia 10 de Março (15h30), e Domingo, dia 11 (16h00), estarei no Coimbra BD com o Manuel Morgado, para a apresentação e lançamento do Dragomante, posterior assinatura de livros, dois (ou mais) dedos de conversa, e/ou troca de impressões que quaisquer presentes achem por bem partilhar. Espero ver-vos por lá, que já há algum tempo que não passava pela Beira Litoral.

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Lagartear

Lagartear

Expor-se ao sol, como o lagarto, para aquecer.

Esta explica-se por si só, e é o tipo de palavra que todos nós podemos usar no Verão. Pelo menos eu fartei-me de o fazer, sempre que me cortava a uma ida à praia e me chamavam vampiro, morcego, e afins animais noctívagos.

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Dragomante

Em Março, em data concreta a determinar para as bancas, mas com lançamento marcado para o festival Coimbra BD, sairá o meu mais recente projecto de banda desenhada: Dragomante – Fogo de Dragão.

À semelhança do Talismã, o meu primeiro trabalho com o Manuel Morgado, também este nasceu de uma ideia e de uns desenhos que precisavam de um argumento por trás – ou seja, caí de pára-quedas numa história que estava feita, mas que ainda precisava de ser contada… e de ter um ponto ou outro acrescentado.
Ora, como julgo já antes ter referido, costumo ser muito cioso das minhas criações e, tal como a camisa da No Fear que usei nos meus anos de adolescente rebelde, fui cultivando ao longo dos anos uma reputação de alguém que não trabalha bem com outros em empreendimentos criativos. Mas a verdade é que, após o Talismã (e, sim a Leopoldina), e a minha ambição de um dia escrever para a DC Comics – e de me ter deixado um pouco da adolescência e da rebeldia – começou a ser um pouco mais fácil trabalhar comigo, e eu trabalhar com outros. Confesso também que, por muito que preze a liberdade infinita de criar os meus próprios mundos e ser senhor deles, é desafiante e estimulante trabalhar numa área circunscrita como uma história de BD já desenhada, que precisa apenas de texto que faça sentido dos desenhos bonitos. E bem bonitos são eles, como podem comprovar, e como o atesta o facto de o Manuel já começar a ter nome além-fronteiras – um reconhecimento mais que merecido.Esperemos que ele também seja reconhecido cá por terras lusas, ao contrário de tanto outro artista luso que vinga fora de casa. E que a narrativa que teci com base na arte dele seja do vosso agrado, mas isso logo poderão avaliar numa entrada futura.

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A Oitava Era – Aethryn

“Eu bem queria, e sei que é importante… mas não sou como o meu pai. Não fui feita para isto.”

Nolwyn está em crise. Com a morte de Aereth Thoryn e o desaparecimento de Aewyre Thoryn, Ul-Thoryn caiu, juntando-se assim a Lennhau, que, privada do seu regente Tylon Nehin, rapidamente degenerou numa guerra de facções intestina. Comunidades fronteiriças devassadas pelas incursões subterrâneas dos thuragar, tais como Pesoria, tornaram-se na norma, empolando mais ainda as tensões entre as cidades-estado, pois cria-se que a responsável fora Vaul-Syrith, que, na altura, declarara guerra a Ul-Thoryn.
Essa crença perdurou ao longo dos anos, e a ela se devem as tensões que actualmente ainda se verificam entre vários regentes, mesmo numa altura em que Nolwyn – e toda Allaryia – têm perigos bem mais prementes com que se haver…

Memórias de Tomenno, Senescal de Ul-Thoryn

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