Os Filhos do Caos estão aí. A morte e a destruição seguem-nos, espalhadas a uma escala que não era vista desde o tempo das Entidades. Allaryia não está preparada para tal inimigo, que nada mais deseja do que devolvê-la ao caos primordial do qual a própria existência emergiu, mas Aewyre Thoryn e os seus companheiros não desistem. Agarrando-se à teimosa esperança que se revela a única alternativa ao desespero, terão de formar alianças com inimigos figadais, recorrer a soluções que nunca teriam sonhado contemplar, e enfrentar os seus respectivos passados para que Allaryia possa ter um futuro.
Imaginei que este seria um calhamaço, mas acabou por ser «só» o segundo maior livro da saga. Tinha muito para contar, mas fui surpreendentemente contido e gosto de pensar que concluí tudo de forma satisfatória, sem demasiadas delongas ou excesso de sentimentalismos. Não foi fácil despedir-me, mas, modéstia à parte, fiquei muito satisfeito com a forma como o fiz. As Crónicas de Allaryia foram um marco irrepetível na minha vida, uma saga fundacional e formativa a todos os níveis, e um capítulo cujas memórias para sempre guardarei com carinho. E o contacto que tive durante o processo com vários leitores, tanto os que acompanharam fielmente o Ciclo II como aqueles que foram agradavelmente surpreendidos pelo regresso de Allaryia, leva-me a acalentar a esperança de que outros possam ter sentido um afecto semelhante.
Palavras: 255 822
Páginas (livro): 584
Páginas (manuscrito): 353
Tempo de produção: 662 dias
Directos falhados aquando da conclusão: 1 (ainda estava a aprender como os gravar no Telegram)
