A Oitava Era – Gifeahn

“Maus fígados, é? Olha, tenho a quem sair. É o que dizem, pelo menos…”

De todas as raças, a que melhor e maior proveito tem tirado dos tempos de discórdia em que vivemos – ou, pelo menos, a que mais tem prosperado com eles – são, sem dúvida, os eahanoir. Com a astúcia e artimanha que lhes são sobejamente conhecidas, bem como o encanto negro que ambos os seus sexos sabem exercer sobre incautos e avisados em igual medida, souberam cair nas boas graças das sitiadas cortes dos reinos humanos e nos círculos internos dos conselhos-sombra. Isto porque a reputação traiçoeira e sorrateira que os precede não mais representa um entrave, não numa altura de convulsões sociais em que a luta pelo poder se faz às claras. Ao fim e ao cabo, a incógnita de uma possível faca no escuro é preferível à certeza de uma espada em que reluz o sol…

Cūniad Ērcanred, enviado namuriquano na Latvonia

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Nota

Como provavelmente já repararam, tenho feito por publicar todos os meses a contagem decrescente para a Oitava Era, mas, fora, isso, tem-me sido impossível manter as actualizações mais regulares aqui do blogue a que me tinha semi-comprometido. O meu alter ego tradutor não tem tido vida fácil, nem a terá até ao final do ano, mas vou tentar manter-vos mais regularmente a par da evolução das coisas e retomar o RCPalavras.

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A Oitava Era – Lhiannah

“Sinceramente, não sei sequer como possa ajudar… mas vou ajudar como puder.”

A Era do Homem aproxima-se do fim. Ouvi-me, pois é verdade. O seu primo belo revela-se e rebela-se nos brejos e serras, e o primo fedo insurge-se dos subterrâneos para os quais foi relegado. Os deuses abandonaram-nos, e muitos dos nossos mortos não mais têm como alcançar o seu descanso eterno. E os nossos reis, regentes e governadores foram tomados pela febre da guerra, que, latente, reprimida e velada aqui, desencadeada em surtos ali e acolá, ameaça grassar por toda Allaryia…

Pregador nas ruas de Caranna, paradeiro desconhecido

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A Oitava Era – Ŧorđar

“Ele irá empunhá-la novamente. E as Vagas de Fogo tornarão a encrespar-se.”

Após a catastrófica batalha de Dul-Goryn, Tanarch foi decisivamente quebrada enquanto nação. A morte do Triunvirato às mãos dos sirulianos e um grupo de aventureiros levou a uma custosa represália contra Sirulia, a que se seguiram a passagem ruinosa do Primeiro Pecado e a ofensiva da Wolhynia, encabeçada por renegados dos Fiordes dos Piratas, que deixaram esta outrora orgulhosa terra de joelhos, logo quando ela parecia ter sacudido o jugo siruliano. Privada da liderança do Triunvirato que havia décadas a regera, Tanarch viu o seu moral estilhaçar-se com a conquista de Dul-Goryn, após a qual a aliança wolhyno-siruliana pôs e dispôs dos territórios circundantes como bem lhe aprouve, sem que as fragmentadas e desorientadas cidades tanarchianas se lhes soubessem opor atempadamente.
Com o passar dos anos, os territórios entre Dul-Goryn e a fronteira com a Sirulia tornaram-se numa base para as forças ocupadoras, com a Sirulia a consolidar o seu domínio a leste e os renegados wolhynos a coroarem-se gardingos dos territórios que tomaram a oeste. Actualmente, Tanarch mal se pode considerar uma nação, mas é inevitável que venha a dar-se uma resposta de futuro, sobretudo agora que a ameaça d’O Flagelo não mais paira sobre nós, as Marés Negras não mais subiram e o Istmo Negro tem permanecido em silêncio todos estes anos…

Liokoron Vigvitek
Pela Liberdade que Tarda em Raiar no Crepúsculo da Ocupação

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Sessão de autógrafos adicional na Feira do Livro

Uma curta adenda para sábado dia 2: além da conversa em que eu e o Manuel Morgado tomaremos parte no stand BLX (16h), haverá ainda uma sessão de autógrafos na banca da Europress até às 19h, para quem não tiver ocasião de comparecer mais cedo e quiser uma dedicatória e um desenho no seu exemplar do Dragomante.

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