A Oitava Era – Aewyre

“Às vezes, não sei se ele não teria razão… se não terei cometido um erro…”

Há muito que jaziam, presos no seu torpor secular. O seu ronquejar nas profundezas decerto aquilo que fazia a terra tremer; a sua fúria e raiva ardente o que a espaços das entranhas dela brotava […]
Vendo-os fundidos à rocha e agrilhoados com pétreo bragal, os thuragar tomaram-nos por formações funestas a evitar e assim o fizeram, mas a sua influência não deixou, contudo, de se fazer sentir.  A sua aura aviltava as suas cercanias, e a sua influência perniciosa foi transformando à sua grotesca imagem tudo quanto os rodeava. Não deviam ter sido ignorados, e os črakhol da Cicatriz bem avisaram, mas não lhes deram ouvidos.
Agora, os Filhos do Caos erguem-se, e todos iremos pagar…

– Recuperado dos apontamentos de Niđvel, o Asceta
Os meus anos entre os thuragar

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Duas novidades

É verdade, logo duas. A primeira será provavelmente inesperada, mas a segunda há muito que seria expectável. A saber:

Doravante, os comentários no blogue estão abertos. Durante muitos anos, e após o Fórum Allaryia, foi algo que evitei conscientemente, porque não me achava com a disponibilidade mental para moderar, mas a verdade é que as ferramentas modernas de comentários (que incluem a possibilidade de permitir aos visitantes usarem a sua conta Facebook sem que eu esteja registado nesse malfadado serviço) em muito facilitam essa tarefa. Por isso, a partir desta entrada, será possível comentarem, caso assim o entendam. Não espero grande adesão, até porque a isso habituei os leitores e visitantes neste espaço, mas pelo menos existe agora a possibilidade de partilharem a vossa opinião.

Em segundo, venho por esta forma inaugurar a nova rubrica RCPalavras, a herdeira espiritual de “Save The Words”, uma entretanto cancelada iniciativa da Oxford University Press, que se destinava à adopção de palavras que estavam a cair em desuso. Não pretendo ir tão longe assim com isto, mas sim aproveitar o precedente que já tinha aberto numa entrada que escrevi para o blogue da Bran Morrighan. Enquanto escritor e conversador, sempre fui conhecido pela minha proclividade para um léxico abstruso, e achei que era meu dever pugnar pelas palavras esquecidas do nosso idioma, e que já era altura de haver algum proveito além da fama. E a palavra com que começaremos é

Emalar

Pôr em mala ou mochila.

Como já anteriormente expliquei, sou plenamente a favor de palavras que significam exactamente aquilo que se quer dizer, sem ter de fazer uso de uma frase inteira para definir um só vocábulo. “Emalar” é uma candidata ideal para o uso corrente, porque, embora caída em desuso, não soa arcaica, e dá para inferir automaticamente o seu significado. E todos nós acabaremos por, numa altura ou outra das nossas vidas, pôr algo numa mala ou mochila.

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O poder da nostalgia…

…é algo em que tenho pensado muito nos últimos tempos. Nostalgia de tempos mais puros, a nostalgia que os leitores poderão sentir, a nostalgia enquanto força motriz e impulsionadora de muitas decisões palermas que tomamos e compras impensadas que fazemos, a vista grossa que se faz e o beneplácito arbitrário que se tem para com muito que hoje sabemos ser palerma, de qualidade algo duvidosa, e possivelmente inferior a algo a que também temos acesso… mas que preterimos em favor de outra coisa que nos remexe as memórias, que nos leva de volta a outros tempos e que nos marcou de forma indelével em idades em que tudo era maravilhoso e um festival para os nossos incipientes sentidos.

Era mais ou menos assim que eu me sentia, quando estava a aprender a trabalhar com o Frontpage, a gerir as particularidades do domínio cjb.net, a tentar criar o meu primeiro fórum através da Bravenet e a achar que era o rei do design gráfico porque sabia usar camadas num qualquer programa de cujo nome já nem me lembro, mas que mantinha que era melhor que o Photoshop (não era; nem mesmo com óculos nostálgicos). Tudo era um mundo por explorar, pleno de possibilidades e mistérios, e foi isso que procurei transmitir com a primeira imagem de entrada do saudoso allaryia.cjb.net.

Havia também que pensar no marketing, claro está, e isto numa época em que não havia Facebooks e quejandos. Como tal, nada como uma negaça visual à laia de teaser para entrada do sítio, fruto de mais exímio trabalho gráfico no tal programa de cujo nome nem me lembro.Na altura, até funcionou bem. Revelar nova arte do Samuel Santos causava sempre grande rebuliço e dava origem a inúmeros emails de curiosos. E A Essência da Lâmina tinha custado a sair, pelo que havia uma tremenda sede por novidades, e recordo-me do quão orgulhoso fiquei do zunzum causado pela imagem. Por fim, fazendo uso dos meus dotes gráficos (que claramente não incluíam preparar imagens para publicação em fundos que não o preto, usar gradientes de cores, ou a limpeza de selecções após apagar o fundo das mesmas), incluí todas as capas até à data numa única e gloriosa fachada para a entrada.

Bons tempos. E boas memórias, as que estas imagens me trouxeram quando andei a remexer nas velhinhas pastas de Allaryia, onde encontrei mais coisas que mais tarde partilharei. Porque a nostalgia é realmente forte, e porque acho genuinamente piada a revisitar material antigo quando estou prestes a embarcar na construção de algo novo, como quem passa em revista o que o trouxe ao ponto em que se encontra e do qual tenciona partir para algo maior e melhor.

Ainda em Janeiro, vou estrear uma nova categoria neste espaço, irei quase de certeza adiantar algo mais acerca do meu projecto com o Manuel Morgado, e ainda tenho agendada lá para o final do mês a tal surpresa de que anteriormente falei. Até lá, boas leituras, e obrigado pelo vosso interesse.

Ah, e boas entradas.

(Eram, não eram? Digam lá…)

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Actualização

Numa anterior entrada, referi o quão dividida a minha atenção estava entre o Felizes Viveram Uma Vez, uma colaboração de banda desenhada, um projecto original de banda desenhada, um libreto para ópera, uma nova campanha de RPG e um “projecto particularmente ambicioso” que tanto podia dar em tudo como em nada, e que poderia acelerar o meu regresso a Allaryia.

O resultado de seis meses de trabalho foi o expectável para quem estava habituado a focar-se num único objectivo criativo: o terceiro e último volume do Felizes Viveram Uma Vez está a avançar a passo glacial, o libreto para ópera progride a um ritmo semelhante, a colaboração de banda desenhada está terminada, o projecto original de banda desenhada ficou em águas de bacalhau, a campanha vai andando, e o tal projecto ambicioso deu em nada. Não é um palmarés digno de grande orgulho, mas lá assinala os seus progressos, entre os quais um digno de particular nota: o tal projecto original pode não ter dado em nada, mas acelerou à mesma o meu regresso a Allaryia.

Assim, a partir de Janeiro de 2018, começarei o prelúdio para o segundo ciclo das Crónicas, com uma surpresa especial por mês neste espaço. Ainda estou na fase de preparação do livro e da estruturação da série, que desta feita será uma trilogia – sim, ouviram bem: trilogia. Três livros, de dimensões allaryianas, mas três ainda assim – cujo primeiro volume julgo possível estar em condições de ser publicado em 2019. Mas sem promessas.

O tal ritmo de uma surpresa allaryiana por mês fará também parte da minha resolução de dar sinais de vida aqui com maior regularidade, seja para falar de Allaryia, das vicissitudes da vida de quem é tradutor durante o dia e escritor durante a noite, e de outros projectos. Como esta minha nova colaboração com o fabuloso Manuel Morgado:

Mais informações para breve. Obrigado a todos pelo vosso interesse, e que entrem bem em 2018, onde espero poder continuar a merecê-lo.

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Feira do Livro Sonae

Eu e o Rafael Loureiro estaremos no Continente de Oeiras, este sábado, a partir das 16h30, para a Feira do Livro Sonae. É uma iniciativa algo peregrina para nós, mas um Continente é um recinto tão bom como qualquer outro para o contacto com leitores, por isso, para quem tiver de ir comprar arroz e por acaso ainda tiver livros por assinar, vontade de ter dois dedos de conversa, ou comprar com desconto aquele tal livro que faltava, lá estaremos à vossa espera.

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