Sinal de vida

Como o próprio tí­tulo o dá a entender, esta entrada será extremamente pobre em conteúdo, e servirá somente o propósito de marcar presença. Peço-vos paciência, é uma tendência que espero poder vir a contrariar de futuro.

Não, ainda não comecei a escrever o sexto volume; sim, ainda estou na fase de planificação. Longe vão os tempos em que eu ainda me podia dar ao luxo de acabar um livro e saltar logo de cabeça para o próximo (vulgo, Os Filhos do Flagelo). Ah, doce e inocente época, na qual tinha apenas que me lembrar dos nomes dos personagens, saber mais ou menos aquilo que eles tinham dito e feito no livro anterior, e elaborar uma tabelazita com ideias soltas que eu queria meter no enredo. A história cresceu bastante desde então (assim como eu, espero), os companheiros separaram-se e reuniram-se, velhos inimigos morreram, outros afinal nem estavam assim tão mortos, e até houve espaço para outros se revelarem. Corri metade do mundo que criei, descobri nele outras coisas à espera de serem criadas, e fui entretanto forçado a cobrir outras tantas, pois já não havia espaço nem tempo para as explorar. Neste momento, o enredo é uma grande esfregona com mais de cinco anos de uso, daquelas bem esfiampadas, e o processo agora consiste em desfazer os ninhos de rato, torcê-la bem, e esperar que fique apresentável para então com ela… bem, usá-la para… quer dizer…

Pronto, foi uma má analogia. Mas às vezes sinto-me mesmo como se estivesse a desfiar uma esfregona. É o que dá, deixar uma história crescer em vez de a mapear toda desde o iní­cio, mas assim foi, e agora tenho que jogar com as cartas que a musa me deu. A mão nem é má de todo, pois conforme os anos foram passando, pude lentamente ir direccionando a história para o grande final que ela merece, mas não posso deixar pendente tudo o que ficou pelo caminho. Resumindo e concluindo, gostava de começar já escrever e a adiantar serviço, mas o meu método não mo permite.

Mudando bruscamente de assunto: para todos os eventuais interessados, este Sábado dia 24 estarei presente na livraria Martins Fontes (Caldas da Rainha) às 16h, para uma pseudo-apresentação/sessão de autógrafos. É um espaço muito interessante, mantido por um casal de verdadeiros amantes da literatura nacional, e merece uma visita, com ou sem a minha presença a entenebrecer o local.

Até à próxima então, na esperança de ter novidades mais concretas a dar…