Fase de transição

Tenho andado calado por aqui. Desde Agosto que a vida tem sido um reboliço, com tapetes a serem abruptamente puxados debaixo de pés, crises familiares com cujos detalhes não pretendo aborrecer-vos, e uma iminente mudança para parte ainda incerta após uma nova viagem à Herzegovina, onde iremos passar o Natal e o Ano Novo.

Já escrevi livros noutros países. Já os escrevi em bibliotecas e em quartos de hotel. Mas claramente subestimei a necessidade de ter um porto seguro ao qual voltar, um cantinho de escritor que serve de cadinho para novos mundos, que então posso forjar e martelar noutro lado qualquer. Agora que estou na iminência de o perder, nem tenho tido disponibilidade mental para me dedicar a grandes empreitadas criativas, e tenho sobretudo trabalhado. Nem é que já tivesse tenções de começar a escrever a próxima saga, mas não a tenho sequer preparado, nem praticado no Blender, nem tenho tido ocasião de organizar a(s) despedida(s) de Allaryia fora de Lisboa, que é algo que ainda gostaria de fazer antes da minha nova aventura balcânica.

Enfim, uma fase que há-de passar. Considerem isto um sinal de vida desconexo. Obrigado a quem me tem enviado as suas impressões acerca do fim das Crónicas; tem sido um genuíno prazer lê-las e uma pausa bem-vinda da rotina diária, por isso não se coíbam de as enviar se tiverem algo a dizer.